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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Felgar

Como vários Felgarenses se têm mostrado interessados em ver /saber coisas de outros tempos sobre a sua terra, e como eu também me considero Felgarense (a minha avó paterna, Julieta Freire, era natural do Felgar; a família era, nessa altura, conhecida pelos Laranjos), aqui vão o texto do Assis e fotos minhas, em homenagem aos homens do barro e ao Nelson, pelo seu trabalho “Centros Oleiros do Distrito de Bragança”

Leonel Brito












9 comentários:

Anónimo disse...

Viva Leonel, mais uma vez o nosso muito Obrigado por estas fotos, verdadeiros documentos!, e o recorte com um texto muito informativo e de qualidade literária. Obrigado também pela referência que faz, embora desnecessária, ao nosso modesto trabalho sobre a olaria do Felgar e que teve a parceria do meu Miguel Rodrigues. Mais recentemente foi elaborado um trabalho académico sobre a olaria do Felgar, de autoria de uma associada nossa (do PARM), a Liliana Reis. Pena é que os estudos surjam quando tudo isto já se tornou Arqueologia e os verdadeiros interlocutores (os oleiros) já não possam falar! - O tempo do jornalista tem essas vantagens: ainda apanha as personagens vivas e no discurso directo.
O Sr. António Rebouta faleceu por volta de 1987. O seu irmão Manuel já havia falecido, e era tido como o mais perfeito dos oleiros do Felgar, tendo chegado a trabalhar numa fábrica cerâmica na zona de Vila Nova de Gaia.
Temos lutado, há anos, pela criação de um núcleo museológico dedicado ao barro, no Felgar (e digo barro, porque havia também lá outra arte do barro desparecida há mais tempo: o fabrico da telha); tanto a olaria como a telha estão muito bem descritos em dois excelentes artigos de autoria do prof. Adriano Vasco Rodrigues ("pucareiro" adoptivo pois casou com a srª Drª Assunção Carqueja, natural desta aldeia), no Anuário das Casas do Povo, nos anos 50. - Quanto aos esforços no sentido da criação do Museu do Barro, saliento o interesse e empenhamento do meu amigo Tozé Carneiro, que anualmente edita uma exposição sobre o assunto, por altura da festa da Srª. do Amparo, no lavadouro do Prado. Há outros felgarenses também empenhados, por isso, vontade existe, só falta arregaçar as mangas e arranjar um espaço para se concretizar esse Museu do Barro, o qual, articulado com a Forja (é a única que ainda existe no concelho) e o futuro centro interpretativo do Ambiente dedicado ao Sabor, poderão fazer do Felgar um polo turístico de excelência. Só falta convencer os poderes públicos e, o mais difícil em tempos de "crise", arranjar os famosos "oiros" para esse efeito.
Nelson

Anónimo disse...

Muito obrigado por ter postado este tão belo documento sobre uma dada realidade intemporal da minha aldeia.

Com "oiros" ou sem "oiros" são momentos mágicos como estes que nos fazem crer que tudo é possível, parafraseando o Poeta " quando o homem sonha a obra nasce ".

Cumprimentos pucareiros !

Anónimo disse...

ERRATA: na 5ª linha do pos anterior obviamente queria dizer: "do meu colega Miguel Rodrigues", autor e co-autor de outros trabalhos sobre olaria do distrito de Bragança. - Peço desculpa pelo lapso.
NelsonR.

Wanda disse...

Seria bom de se ver o Sr Antonio Louceiro a construir uma cantarinha de cinco litros!
Li a reportagem no recorte do jornal de 1974 e um filme me passou pela cabeça.
Sr. António a ralhar com os netos que nas férias estiveram em sua casa e quebraram suas ferramentas:
-Olha aqui "raparigos",vou colocá-los a compor as ferramentas, isto é lá coisa que se faça ao avô?
E tal qual eu faço com minha neta , depois de alguns dias contar o ocorrido para as pessoas assim como seu Antonio fez , contou até para repórter do jornal!
Muito engraçada a reportagem!
Penso que esta tarefa já está extinta como comércio, talvez ainda seja executada para a construção de objetos de arte.
Acho que o principal local de extração do barro ficará submerso com a construção da barragem do Baixo Sabor.
Quem tiver essas peças, quanto mais antigas ,estará de posse de peças arqueológicas, pois sem duvida, elas representam uma parte da história desse povo.
Wanda
São Paulo-Brasil

Felgar disse...

é um regalo ver essas imagens, ler esses textos. Fica a crescer água na boca, à espera de mais.
Nada melhor que uma pequena peça de música para lhe agradecer!
Cumprimentos.
Ant. Manuel

Anónimo disse...

Ainda me lembro do sabor da água do cântaro em casa do meu Pai - fresca no Verão quando ainda não havia frigoríficos. Era decerto um cântaro da olaria do do Sr. António!
Belíssima prosa esta do saudoso Assis Pacheco - incisiva mas também de uma ternura infinda , retrato de uma espantosa dignidade . Simples e glorioso como os cântaros que o Sr. António modelava com as suas mãos.
Artífice e mágico.
Bem haja Sr. António!
Daniel de Sousa

Anónimo disse...

Hola amigos.Como suelen poner aquí en algún azulejo, colgado en bares,tascas,tabernas,cantinas,
mesones,bodegas,que de mil maneras se les puede llamar a esos lugares de encuentro,donde a cambio de unas monedas, uno se puede tomar un vino:"lo mejor de este establecimiento,son sus clientes".
Sin tomar en cuenta a este salmantino;teneis una colaboración que es un autentico lujo.
Ánimo.
El día 21,haciendo un gran esfuerzo,tendré que llevar un poco de licor de bruños.
Sabeis que a los españoles, les sedujo mas las especias para curar el porco, que para elaborar "creme".
Un fuerte abrazo.Angel

Anónimo disse...

Bom texto, belas fotos e comentários enriquecedores. E ainda falam de desertificação!
Que viva o Felgar, terra do Afonso Praça com nome de rua na sede do concelho e nada na sua aldeia. Não há no Felgar uma escola ?
Entendeu!?
H.E.j.

Júlia Ribeiro disse...

Tive uma cantarinha dessas, feita no Felgar. Pequenina, à minha medida, com que ia à fonte, pois em casa não havia água canalizada. Creio que não levava mais de dois litros de água, mas tão fresquinha ela era que não me lembro de outra igual...
Abençoados "Pucareiros" do Felgar.

Júlia Ribeiro

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