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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Memorando

É só para lembrar - começa hoje:

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4 comentários:

Anónimo disse...

O "Consultório" - uma peça difícil e complexa, de autoria de A. M. Pires Cabral. Fui ver. O grupo moncorvense "Alma de Ferro" saíu-se muito bem. A nível de representação (com Marilú Brito, Camané Ricardo, Esperança e Medeiros), cenografia e parte técnica, com Beto Mesquita e Barreto, além do encenador e ensaiador Américo Monteiro. Estão todos de Parabéns! - Como em à espera da Godot, o médico imaginário não apareceu, mas, nesta peça misturaram-se sentimentos diversos, desde as complexidade das relações humanas (em que as facadas nas costas são mais do que muitas), à eterna esperança de um Salvador, o médico que não vem (espécie de D. Sebastião), à solidariedade humana, independentemente da Fé ou não nesse Messias (o médico, ou Deus??) que ninguém sabe quem é, e que, na verdade,nem sequer chega a aparecer...
Estão de parabéns a Associação Cultural de Torre de Moncorvo e o grupo "Alma de Ferro" (que se integam na referida associação) os quais completaram agora um ano de existência, condignamente celebrado num convívio realizado no final do espectáculo.
Mas o Festival continua, amanhã já, com um grupo de teatro de Lordelo. Não perca!
Um aficcionado.

Daniel de Sousa disse...

Apenas uma nota de destaque para a figura de A. Pires Cabral, autor da peça, escritor transmontano natural de Chacim e muito ligado a Vila Real.Com uma vasta e valiosa obra publicada, Pires Cabral é uma figura notável da cultura portuguesa e em particular da cultura transmontana que merece todo o reconhecimento. Infelizmente li pouco deste Autor. Conheço o Sancirilo, que foi prémio do Circulo de Leitores há um par de anos e o notável livro de poemas "Douro: pizzicatto e chula" mais recente e que tem uma qualidade superlativa.
Pires Cabral foi também há dois ou três anos premiado com o Prémio da Casa de Mateus. É pois um transmontano de excepção que aqui merece ser destacado.
Daniel

Anónimo disse...

Só uma pequena achega ao que disse Daniel Sousa: creio que o Dr. A.M.Pires Cabral foi o último director da Escola Industrial ( depois Escola Industrial e Comercial) de Torre de Moncorvo, de antes do 25 de Abril. Nessa altura travou conhecimento com o Padre Rebelo de quem foi amigo. Julgo que foi nessa altura que Rogério Rodrigues foi também professor na referida escola. Sem dúvida um escol de grandes professores, na área da Língua Portuguesa, num estabelecimento de ensino do interior, que ensaiava os primeiros passos, depois da "era do colégio" (Colégio Campos Monteiro).

Anónimo disse...

O Dr. A.M.Pires Cabral foi de facto o último director da Escola Industrial ( depois Escola Industrial e Comercial) de Torre de Moncorvo, de antes do 25 de Abril. Na altura eram também professores nesta Escola o prof. Padre Rebelo e o prof. Rogério Rodrigues
Foi na Faculdade de Letras que o Dr. A.M.Pires Cabral se licenciou em Filologia Germânica, em 1965. Nesse mesmo ano iniciou a sua carreira de professor no externato de Macedo de Cavaleiros. Passou em seguida (1968) para a Escola Industrial e Comercial de Bragança e depois (1970) para a Escola Comercial Oliveira Martins. Segue-se uma estadia de três anos na Escola Industrial de Torre de Moncorvo, na posição de director, que acumulava com a de director da Escola Preparatória Visconde de Vila Maior, da mesma localidade. Entretanto concorrera a professor efectivo do ensino técnico sendo colocado na Escola Comercial e Industrial de Vila Real, mantendo-se contudo em Torre de Moncorvo em regime de comissão de serviço.
Com o 25 de Abril de 1974, que alteraria drasticamente o modelo de gestão das escolas, substituindo os directores por comissões directivas. Por esse motivo cessou as suas funções em Moncorvo e veio ocupar o seu lugar no quadro da Escola Comercial e Industrial de Vila Real. Após leccionar dois anos na Escola do Magistério Primário de Vila Real, passou a integrar o quadro da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, até à sua passagem à reforma em 2002.
M. Pires Cabral vive em Vila Real desde Novembro de 1974, altura em que veio assumir o lugar no quadro da Escola Comercial e Industrial de que tomara posse em 1971. A opção por Vila Real foi influenciada pelo chefe de secretaria da escola que dirigiu em Torre de Moncorvo, o Sr. João Mário Ferreira Leandro, vila-realense, que lhe chamou a atenção para as potencialidade que se adivinhavam para Vila Real com a próxima criação do ensino universitário.

AC

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