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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A TORMENTA DOS MOGADOURO NA INQUISIÇÃO DE LISBOA


Foi enorme a minha satisfação ao encontrar, na livraria Bertrand do Centro Comercial Twin,o livro do António Júlio. Comprei-o ,li-o e associei-o ao texto do Rogério- Junot e Saramago.A hierarquia da igreja ,com palavras,exaltava os portugueses a obedecer Napoleão.No drama da família Mogadouro ,a Igreja e a sua Santa Inquisição utilizaram a tortura, a fogueira e o saque.

Da editora:

Autor(es):

António Júlio de Andrade

Maria Fernanda Guimarães Género(s):

História

Editora Vega Colecção Sefarad

Formato 20 x 13 cm 152 páginas

Ano 2009 1ª edição

Preço 14,00 € ISBN 9789726999256

A Tormenta dos Mogadouro na Inquisição, segundo título da colecção SEFARAD, tem como base uma investigação profunda de um corpus de processos na Inquisição de Lisboa. Através desses processos, os autores reconstituíram a história da família Mogadouro, proprietária da nau Jerusalém, que se ocupava predo-minantemente do transporte de judeus portugueses que fugiam da Inquisição e de judeus que vinham de Itália para Portugal disfarçados de comerciantes. Á excepção de uma filha que era casada, todos os membros do clã dos Mogadouro conheceram, em simultâneo, os horrores das cadeias da Inquisição de Lisboa.

António Júlio de Andrade, natural de Felgueiras, con-celho de Torre de Moncorvo, estudou nos Seminários de Vinhais, Bragança e Braga e na Faculdade de Filosofia da Universidade do Porto. Possui o curso de Técnico de Turismo Cultural ministrado no Centro Nacional de Cultura em Lisboa. Foi professor do Ensino Secundário e actualmente trabalha na Câmara Municipal de Torre de Moncorvo como Técnico de Bibliotecas, Arquivos e Documentação. Durante 10 anos foi Director do Jornal Terra Quente, quinzenário que se publica em Mirandela.

Maria Fernanda Guimarães é investigadora na área dos estudos sefarditas, nomeadamente nas comunidades de cripto-judeus transmontanas. É colaboradora da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste” desde as suas primeiras actividades, tendo contribuído com investigação para o Dicionário Histórico dos Sefarditas Portugueses – Corpo prosopográfico de mercadores e gente de trato. Colabora ainda com o quinzenário Terra Quente, onde é responsável pela página Entre o Cristianismo e o Judaísmo desde 1999.

Colecção SEFARAD

15 comentários:

Leonel Brito disse...

Mais informação:
http://portugaleosjudeus.blogspot.com/2009/09/apresentacao-do-livro-tormenta-dos.html

http://www.catedra-alberto-benveniste.org/_fich/15/Pagina_253-298.pdf

Anónimo disse...

A tormenta dos Mogadouro na Inquisição de Lisboa

Não venho, propriamente, fazer-vos a apresentação de um livro, mesmo tratando-se de um estudo de grande importância, levado a cabo por Maria Fernanda Guimarães e António Júlio Andrade. Ainda tenho para mim que, se a prova do pudim se faz comendo-o, em relação aos livros, melhor do que todas as palavras que possam ser ditas, o melhor é mesmo lê-los. E vão ver que este livro vale a pena, muito, ser lido. E sobretudo meditado, ou reflectido.
Tão só venho dar-vos conta da vivência que com ele senti, na minha condição de leitor. Este livro não é um livro sobre a Inquisição. Se o fosse, seria um entre muitos, ainda que bom, porque, desde Alexandre Herculano a historiografia portuguesa sobre a Inquisição não tem parado de crescer. Ao contrário, a historiografia sobre as comunidades judaicas portuguesas é, comparativamente, menor, e de valia científica muito desigual.
Mas este livro também não é, propriamente, ainda que fale deles, um livro sobre judeus, ou cristãos-novos. Se fosse, isso bastaria para o saudarmos, a par do livro do Doutor Jorge Martins, como mais valia da historiográfica judaica portuguesa.
Este livro é sobre a indignidade a que a Inquisição sujeitou sucessivas gerações. A fala sobre a família Mogadouro confronta-nos com a Inquisição, ela própria, uma irracionalidade tamanha que, quando alguns de nós, hoje, pensamos que compreendemos o que aconteceu, estamos segura e redondamente enganados.
Este livro é uma fala sobre a humilhação e a ofensa, sobre a devassa da intimidade e a violação das consciências num mundo anterior ao surgimento dos cidadãos.
A. Marques de Almeida
O blog não aceita textos com mais de 4000 carateres.Sendo assim vai em dois.
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Patarino

Anónimo disse...

Continuando:
....Confronta-nos com um tempo longo que, deixados para trás os anos de construção da monarquia afonsina e perdidas as energias iniciais da dinastia de Avis, a nossa comunidade se afundou numa atmosfera de medo que durou, arredondando períodos, de cerca de 1536 até 1822.
Foram quase trezentos anos durante os quais a sociedade portuguesa na sua globalidade, e não apenas as comunidades judaicas, se afundou numa atmosfera mental em que o medo, a denúncia, a delação foram, como dizia António Vieira, dias de pão, de que não só os processos da Torre do Tombo nos dão conta, mas também os testemunhos de tempos posteriores.
Exemplos? Entre muitos possíveis, e citando uma antiga sabedoria, em Portugal, os homens do século XVII apenas foram senhores do que calaram e, seguramente escravos do que disseram. Anos, adiante, já no século XVIII, alguém que pertencia à elite cultural – Marques de Alorna -, dizia numa carta à filha, encerrada no Convento de Chelas: “a medo vivo, a medo escrevo, a medo falo”.
No plano social e das estruturas mentais, foi esta a herança que a Inquisição nos legou: a paralisia social, a abolia individual e colectiva, uma vez mais, o medo que têm caracterizado, no decurso de tempo, sucessivas gerações de nossos concidadãos. Faltam na historiografia portuguesa estudos sobre o medo, cujo papel tem interessado mais os nossos amigos sociólogos do que os historiadores. O medo, de que, em 1933, Franklin Roosevelt falava: “não temos nada a recear a não ser o próprio medo”.
Mas, vozes houve que não foram silenciadas, ou não se deixaram silenciar. A par de outras, a de António Vieira, cuja luta de mais de trinta anos foi um compromisso político com a reabilitação social dos judeus portugueses em diáspora, compromisso que João Lúcio de Azevedo considerou excessivo.
O jesuíta não deixará de recriminar o comportamento da Inquisição portuguesa, da qual dizia ser mais bem feroz do que a castelhana, mas tem em mente criar as condições para que os "homens da nação" voltem a Portugal: "porque o que os mercadores portugueses ganham nos reinos estranhos, lá fica, e o que os estranhos ganham no nosso, para lá vai". Nenhum monetarista diria melhor, porque, tanto quanto sei a propósito, nenhum disse tanto.
Tudo o que os judeus pretendem, ou quase tudo, já está no relatório de 1643 e na proposta a D. João IV a favor da Gente da nação, de 1646. Vieira visava uma mudança estrutural na sociedade portuguesa, e que passava por um clima que permitisse o regresso da “gente da nação” e do seu potencial financeiro.
Começara por defender melhor tratamento de toda a população cristã-nova, que consistia em;
• Abrir os cárceres do Santo Ofício, solicitando em Roma um perdão geral para todas as heresias até à data;
• Chamar ao Reino os Judeus foragidos, dando-lhes a segurança de não serem vexados por práticas ou convicções de teor dogmático;
• Isentar da pena de confisco os bens móveis empregados no comércio;
• Eliminar a divisão e a distinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos, quanto ao nome e quanto aos ofícios, e mesmo quanto às isenções.
• Finalmente, mudar os procedimentos processuais seguidos pela Inquisição nos casos de suspeição de hebraísmo, em sentido favorável aos eventuais réus. Defendia testemunhas à vista, um procedimento às claras, consoante o que se praticava nos tribunais civis (abertas e publicadas, como então se dizia).
Estas condições eram necessárias para que pudessem medrar as companhias de comércio, destinadas ao tráfico do Brasil e da Índia.

Anónimo disse...

3ª parte:
Por esta via se lograria, seguramente, aumentar as rendas das alfândegas, e por via do incremento do comércio colonial, reforçar a capacidade de auto financiamento do Estado.
Di-lo muito cedo, logo em 1643: "Da sua vinda (dos Judeus) crescerão os direitos das alfândegas de maneira que eles bastam a sustentar os gastos da guerra, sem tributos nem opressões dos povos; pagar-se-ão os juros, as tenças, os salários a que as rendas reais hoje não chegam. Crescerá gente, que é uma parte do poder e estará o reino provido e abundante".
O tempo e a história, ou os dois, lhe deram razão.
Desse para onde desse, não havia futuro para as propostas de Vieira, e os textos de 1643 e de 1646 não produziram o efeito que desejava.
...Confronta-nos com um tempo longo que, deixados para trás os anos de construção da monarquia afonsina e perdidas as energias iniciais da dinastia de Avis, a nossa comunidade se afundou numa atmosfera de medo que durou, arredondando períodos, de cerca de 1536 até 1822.
Foram quase trezentos anos durante os quais a sociedade portuguesa na sua globalidade, e não apenas as comunidades judaicas, se afundou numa atmosfera mental em que o medo, a denúncia, a delação foram, como dizia António Vieira, dias de pão, de que não só os processos da Torre do Tombo nos dão conta, mas também os testemunhos de tempos posteriores.
Exemplos? Entre muitos possíveis, e citando uma antiga sabedoria, em Portugal, os homens do século XVII apenas foram senhores do que calaram e, seguramente escravos do que disseram. Anos, adiante, já no século XVIII, alguém que pertencia à elite cultural – Marques de Alorna -, dizia numa carta à filha, encerrada no Convento de Chelas: “a medo vivo, a medo escrevo, a medo falo”.
No plano social e das estruturas mentais, foi esta a herança que a Inquisição nos legou: a paralisia social, a abolia individual e colectiva, uma vez mais, o medo que têm caracterizado, no decurso de tempo, sucessivas gerações de nossos concidadãos. Faltam na historiografia portuguesa estudos sobre o medo, cujo papel tem interessado mais os nossos amigos sociólogos do que os historiadores. O medo, de que, em 1933, Franklin Roosevelt falava: “não temos nada a recear a não ser o próprio medo”.
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Patarino

Anónimo disse...

4ª parte:

Mas, vozes houve que não foram silenciadas, ou não se deixaram silenciar. A par de outras, a de António Vieira, cuja luta de mais de trinta anos foi um compromisso político com a reabilitação social dos judeus portugueses em diáspora, compromisso que João Lúcio de Azevedo considerou excessivo.
O jesuíta não deixará de recriminar o comportamento da Inquisição portuguesa, da qual dizia ser mais bem feroz do que a castelhana, mas tem em mente criar as condições para que os "homens da nação" voltem a Portugal: "porque o que os mercadores portugueses ganham nos reinos estranhos, lá fica, e o que os estranhos ganham no nosso, para lá vai". Nenhum monetarista diria melhor, porque, tanto quanto sei a propósito, nenhum disse tanto.
Tudo o que os judeus pretendem, ou quase tudo, já está no relatório de 1643 e na proposta a D. João IV a favor da Gente da nação, de 1646. Vieira visava uma mudança estrutural na sociedade portuguesa, e que passava por um clima que permitisse o regresso da “gente da nação” e do seu potencial financeiro.
Começara por defender melhor tratamento de toda a população cristã-nova, que consistia em;
• Abrir os cárceres do Santo Ofício, solicitando em Roma um perdão geral para todas as heresias até à data;
• Chamar ao Reino os Judeus foragidos, dando-lhes a segurança de não serem vexados por práticas ou convicções de teor dogmático;
• Isentar da pena de confisco os bens móveis empregados no comércio;
• Eliminar a divisão e a distinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos, quanto ao nome e quanto aos ofícios, e mesmo quanto às isenções.
• Finalmente, mudar os procedimentos processuais seguidos pela Inquisição nos casos de suspeição de hebraísmo, em sentido favorável aos eventuais réus. Defendia testemunhas à vista, um procedimento às claras, consoante o que se praticava nos tribunais civis (abertas e publicadas, como então se dizia).
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Patarino

Anónimo disse...

5ª parte e última:
Estas condições eram necessárias para que pudessem medrar as companhias de comércio, destinadas ao tráfico do Brasil e da Índia. Por esta via se lograria, seguramente, aumentar as rendas das alfândegas, e por via do incremento do comércio colonial, reforçar a capacidade de auto financiamento do Estado.
Di-lo muito cedo, logo em 1643: "Da sua vinda (dos Judeus) crescerão os direitos das alfândegas de maneira que eles bastam a sustentar os gastos da guerra, sem tributos nem opressões dos povos; pagar-se-ão os juros, as tenças, os salários a que as rendas reais hoje não chegam. Crescerá gente, que é uma parte do poder e estará o reino provido e abundante".
O tempo e a história, ou os dois, lhe deram razão.
Desse para onde desse, não havia futuro para as propostas de Vieira, e os textos de 1643 e de 1646 não produziram o efeito que desejava.
Trinta anos adiante (1671), quando se aproximava o fim desta luta em que, como em muitas outras, fora vencido, ainda dizia, em carta a Duarte Ribeiro de Macedo: "não poder haver maior cegueira que não querer ser rico e poderoso com o capital alheio".
Não deixará ainda de reclamar para os Judeus a segurança real e pontifícia por que sempre se batera, mas a frase é tão só um desabafo de vencido, quando está próximo o cair do pano sobre o último acto da vida.
António Sérgio disse ter sido a sua, uma das mais belas lutas pela liberdade de consciência travadas em Portugal.
Não querendo abusar mais da vossa paciência, dir-vos-ei, a terminar, que, embora pareça que não estive a falar do livro, procurei que as minhas palavras fossem o tabuleiro, onde se joga, ou jogou, o jogo da opressão e da resistência, tão bem documentado na memorização do drama da família Mogadouro, de que os autores nos dão conta no seu livro.
Servindo-se de uma escrita depurada, traçaram o percurso dramático de uma família. Talvez pareça pouco, não fora isso o paradigma que nos moldou e que ainda hoje, passados séculos, nos faz ser como somos. Mais grave ainda: nos faz ser aquilo que somos.
Obrigado Maria Fernanda e António Andrade por no-lo recordar. O vosso livro vai-nos dar muito que pensar.

A. Marques de Almeida

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Patarino

Anónimo disse...

Depois de ler "Subsídios para a História da Inquisição em Torre de Moncorvo"(edição da Câmara de T. de Moncorvo) dos mesmos autores,ficou-me a curiosidade de ler esta nova publicação,e aguardo ainda com mais interesse a vinda a lume de "Os Isidros-Uma família de cristãos-novos de Torre de Moncorvo".Bem hajam os autores pela investigação séria e rigorosa sobre um assunto ainda pouco abordado.
Um Moncorvense atento

António Sá Gué disse...

Eu li o livro de uma assentada. Não é, de facto, um livro de história, é antes a história das gentes de CARÇÃO, a Capital do Marranismo, como os autores a designaram na outra edição. Uma aldeia do Nordeste Transmontano, perdida nos montes, isolada, pequena, como tantas outras, mas nem por isso o livro perde universalidade. É um livro profundo, que desnuda a mesquinhez humana, um livro de resistência à Inquisição.
Gostei muito de o ler.
Abraços!

Anónimo disse...

Sugeriu, e bem ,o Dr. Nelson Rebanda a apresentação do livro “Janela Indiscreta “,de Paula Salema ,na Biblioteca Municipal .O livro de António Júlio Andrade merece o mesmo tratamento. Se possível , por que não serem apresentados os dois no mesmo dia? .Um homem ,uma mulher ,a poesia e a investigação, a intimidade do diálogo interior e a descrição da brutalidade de uma instituição. A confissão num gesto literário , e a confissão arrancada pela tortura e pela fogueira.
Meem Corvo

Anónimo disse...

Caro Sá Gué,
O livro postado é A Tormenta dos Mogadouro...História das gentes de CARÇÃO, a Capital do Marranismo é provavelmente outro livro dos mesmos autores.Se for assim ,agradeço que postem o livro e o outro atrás citado.
E, mais uma vez ,obrigado.
A Operação Resgate dos marranos recomeça

António Sá Gué disse...

Estou enganado, reconheço. Eu de facto li, "Carção - Capital do marranismo" e, não sei porquê, se calhar por não ler com a devida atenção, fiquei convencido que era desse livro que se falava.

Obrigado.

Júlia Ribeiro disse...

Vale a pena ler ambos os livros. São testemunhos da resistência à Inquisição, mas sobretudo são a denúncia viva da crueldade arbitrariedade e imoralidade do Tribunal do "Santo" Ofício. Os vexames, as humilhações que acompanhavam o processo inquisitorial eram o horror que precedia a condenação: tortura e, com frequência, a morte na fogueira.

Os autores estão de parabéns pelo seu valiosíssimo trabalho.

Júlia

Anónimo disse...

Com investigação original, baseada na leitura inédita de processos da Inquisição e reconstituição histórica fundamentada, é livro inovador. Constitui-se tendo por pano de fundo o protgonismo dos cristãos-novos na Restauração de 1640, as lutas entre o partido inquisitorial e o partido anti-inquisitorial onde preponderaram os Jesuítas - sim, os Jesuítas e não só a sua figura mais eminente, o Padre António Vieira - e traz dados de valor inestimável à investigação futura das relações entre os criptojudeus em Portugal e os judeus livres, designadamente de Livorno. António Rodrigues Mogadouro, um dos mais importantes (inclusive no sentido económico do termo) homens de negócio da «nação», foi garrotado e queimado em auto-da-fé, não só por «pertinaz e impenitente», mas também como fautor: «passava» judeus perseguidos para o exílio. Leiam, se quiserem compreender.
Jorge Costa

Anónimo disse...

Tenho andado um pouco afastada do blogue por falta de tempo, mas não quero deixar de felicitar publicamente o meu primo António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães pelo excelente trabalho que têm vindo a realizar no âmbito dos "Judeus e Marranos no Distrito de Bragança". Ainda não li este seu último livro, mas quanto aos outros sobejamente aqui citados, apenas tenho a dizer que são "histórias" dentro da História, ou seja, valem por si, pela sua alma, pelas suas personagens e pela sua luta contra a adversidade. São "o local sem paredes", o que significa o "universal" de Torga e dos autores em causa. Parabéns!

Um grande abraço,

Isabel

Leonel Brito disse...

O livro ”A Tormenta dos Mogadouro na Inquisição de Lisboa”, da autoria de António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães, será objecto de uma sessão amanhã, 3 de Novembro, pelas 18.30, na FNAC/Lisboa, ao Chiado. No dia 5 de Novembro, pelas 12.30,haverá uma sessão de autógrafos de Maria Fernanda Guimarães na Livraria Barata, também em Lisboa.

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