torredemoncorvoinblog@gmail.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mós - em resultado da repetição do acto eleitoral

Lembrando o "senado" dos "homens-bõos" de outros tempos, à sombra do pelourinho (foto de João Pinto V. Costa, 2008)

Depois do empate verificado nas eleições autárquicas realizadas no passado dia 11 de Outubro, para a Assembleia de Freguesia de Mós (por 110 votos para cada uma duas listas oponentes, respectivamente do PS e coligação PSD/CDS), o acto eleitoral foi repetido no passado Domingo, tendo resultado na vitória do PS, por 127 votos contra 109 do PSD/CDS. Segundo apurámos, a coligação PSD/CDS conseguiu uma vantagem de 2 votos na sede da freguesia (Mós) mas acabou por perder pela margem de 18 votos no final, depois de se saberem os resultados de um lugar da freguesia, as Centeeiras, que constitui outra secção de voto. É preciso não esquecer que a freguesia de Mós possui algumas quintas anexas, tais como as Centeeiras (já perto de Ligares) e Odreira, além de outras actualmente desertas. Reminiscências de um antigo concelho medieval (com foral doado pelo rei D. Afonso Henriques, em 1162), que incluía ainda o termo de Carviçais. Esse concelho viria a ser integrado no de Torre de Moncorvo por volta de 1836.

Após a reunião da Assembleia de Apuramento Geral, realizada ontem, foi deliberado que os resultados definitivos são 126 pelo PS e 108 pelo PSD/CDS, tendo sido considerados nulos 2 votos, um para cada lado.Fonte de mergulho talvez do final da Idade Média (foto de João Pinto V. Costa, 2008)

Em consequência da vitória eleitoral do PS para a Assembleia de Freguesia, é reeleito o actual Presidente da Junta, Sr. Paulo Evangelista Bento, depois de um renhido combate eleitoral em que teve como opositor o Sr. Belarmino de Deus. Os nomes dos restantes candidatos da lista vencedora (de onde sairão os elementos que vão compôr o órgão executivo) podem ler-se no blogue de Mós: http://fg-mos-vila-antiga-medieval-tmoncorvo.blogspot.com/2009/10/freguesia-de-mos-torre-de-moncorvo.html

A todos os eleitos, quer da Junta, quer da Assembleia de Freguesia (lembramos que neste órgão têm assento também elementos da lista oponente) , desejamos um bom desempenho na sua missão, não sendo necessário lembrar-lhes a importância histórica dessa antiga vila e a necessidade de preservação e valorização do rico património arquitectónico e arqueológico que ainda resta desses gloriosos tempos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Reconheço o espírito do lugar. Sou de lá, com uma gota de sangue congelada em Peredo dos Castelhanos (terra de meu avô paterno) e uma lágrima de orvalho noutro concelho vizinho, que não é Moncorvo(já virámos os séculos XIX e XX) mas Alfândega, primeiro por confusão de nomes (apelido), depois por afinidade (relativamente recente). Pairamos, estando, sendo, ficando e fugindo.

Ampliando, vemos o enxerto da base do pelourinho, o cimo que está no fundo; subindo, aqui não à vista, mas lá, tendemos a localizar a verdadeira base circular, na confluência das ruas de Trás e de Baixo. Quem a leva para o sítio sem fazer descambar o conjunto em mamarracho, que seria pior a emenda que o soneto? Não sendo necessário proceder, nestes casos, a uma reconstituição rigorosa, que nunca há, ali o redondo não ficava mal, um pouco à imagem destes resultados eleitorais. Oh, mas a diferença é grande! Sim, pois. Sei quem ficou contente, sei quem ficou desapontado (a). Não dramatizar é preciso. Agarramos pó, deixemos que caia.

Vai haver remodelação da rede de água e melhoramentos nas Centeeiras. Com jeito, ainda terei direito a um melhor estradão para os 15 hectares que acabo de herdar, quase a roçar a zona de benefício de vinho dito do Porto (Quinta de Santiago, Freixo, no horizonte outrora apetecível), todavia sem qualquer mordomia enquanto matrissados na vila velha que perdeu generalizadamente importância, foi chão que, se não deu uvas, deu história da boa, urdida como deve ser, intrigante q, b.
Foi um sítio, um homiziado no século XV? Talvez resida aí fibra de desistência ainda não totalmente exorcismada.

A caça é, podia ser uma galinha de ovos de ouro, se não houvesse a predação, o assalto às porcas prenhadas ou paridas, o falso laço com a natureza e as coisas e os tiros pelo luar relativamente desenquadrados. 8asta de tardes frias.
Não há necessidade. Chega de eclipses e curto-circuitos ou tiros de misericórdia no animal.
Ou será que esta e outras aldeias com fluxo de retorno, literalmente sem saída, sem escola e quase sem ofícios estão condenadas à memória instalada para um determinado período exluindo-se automaticamente do resto? Há, porém, uma excepção: Lombo, com quase trinta estudantes. É vê-los, na carreira que sai de Parada às sete, em direcção a Macedo de Cavaleiros. Grande «pardalada». Sem anexos.

Carlos Sambade

Júlia Ribeiro disse...

Parabéns, bom trabalho e êxito no desempenho das vossas funções.

Abraços

Júlia

eXTReMe Tracker