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terça-feira, 13 de maio de 2008

À experiência

Vou começar a escrever neste blogue algumas das minhas experiências pessoais, relatos não lineares de certo e incerto tempo e de (sobre) pessoas da minha infância. O desafio foi-me feito pelo Nelson Rebanda, mal eu sabia que havia um blogue em que Moncorvo era uma paisagem mais real do que de ficção. Prometo, proximamente, enviar alguns textos de temática moncorvense, se assim me posso exprimir, o que não me agrada muito, tão redutor que se torna o desafio. Mas nos subterrâneos da memória, por vezes; nos armazens das lembranças, por outro, entre tanta escória, alguma pepita há-de surgir, para mal dos meus pecados e bocejo dos viciados no blogue. Mas não é sábio o que já muito sabe, mas sobretudo o que continua a aprender. Nunca serei sábio, mas não desistirei de continuar a aprender, aqui e noutros lugares.
Não estranhem que, por vezes, o pseudónimo seja um estratagema de me reencontrar e não de fugir; que o nome da minha aldeia seja um registo muito presente, entre a nostalgia e a crítica, entre ausentes e presentes, entre velhos e aqueles que já foram novos. Esperem por mim se tiverem paciência para tanto.
Rogério Rodrigues

1 comentário:

nelsn disse...

Grande Rogério,
Diria bem-vindo ao Blog, mas como queremos que esta seja uma casa de todos os Moncorvenses (e não só!), não se pode dar as boas vindas a alguém que pertence à nossa própria casa. E o convite não foi só meu, mas do (ainda pequeno) colectivo que, para já, anda metido nisto de dar a conhecer a nossa terra além mundo, para lá das nossas quatro paredes (leiam-se serranias). Com isto da Net, nunca as palavras de M.Torga foram tão apropriadas: "o Universal é o Local sem paredes...". Sabendo então do seu universalismo, mas do seu Ser transmontano, moncorvense e peredano, achamos que pode dar-nos aqui um excelente contributo, seguros de que não haverá bocejos no que aos viciados deste blog diz respeito. E não se esqueça de que a "escória" também faz parte do processo criativo da matéria essencial, que, no nosso caso vertente, é o Ferro. O fero ferro, com que os nossos avoengos acometeram a terra pedregosa para dela retirarem o parco sustento (excepção feita à Vilariça, terra mais farta, e de menos pedras, e que por isso pertencia aos senhorios). Aguardamos então, com ansiedade, os seus contributos.
O mesmo desafio é feito a todos os moncorvenses (e não só!), que queiram participar neste projecto.
Nelson

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