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terça-feira, 27 de maio de 2008

Flora " maldita"

Xanthium spinosum
Planta espinhosa, comum em locais húmidos e quentes. As suas sementes são uma praga que se prende ao pêlo dos animais.
Fotografada junto à Fonte de Canelas - Açoreira - Torre de Moncorvo.


Cebola albarrã; cebola almarrã; cebola chilra (Uirginia maritima).
Planta muito comum nas ladeiras, entre fragas, mas em terra fértil. Outrora fora colhida para ajudar à economia familiar, à semelhança do sumagre e do cornelho ( fungo do centeio mais evidente nas colheitas de centeio na Serra do Reboredo). Esta cebola era aberta e posta a secar, durante muito tempo. Posteriormente era vendida. Essa procura dever-se-ia com certeza a propriedades medicinais. O seu líquido, apesar de "corrosivo", era utilizado no tratamento dos ferimentos sofridos pelos burros ou machos nas lavras.

Segundo um testemunho, esta cebola fora utilizada para curar uma picada que um "alacrário" fizera a uma besta, em Freixo de Espada à Cinta.

(Fotografadas em Sequeiros - Torre de Moncorvo).

Maleiteira (Euphorbia characis)

Esta planta apresenta um líquido leitoso que, de certa forma, afasta de si pessoas e animais. Aconselha-se a lavar bem as mãos , caso se mexa na planta.
Fotografada em Sequeiros - Açoreira - Torre de Moncorvo.

Cardo amarelo ( nome científico? e popular?). Os seus picos poderão ser agressivos, mas não lhe conheço outra" maldição". Poderá fazer companhia à popoila amarela.
(Fotografado em Sequeiros- Torre de Moncorvo)

Unha Gata ( Ononis spinosa)

Planta rasteira e espinhosa temida pelos trabalhadores do campo. Chegam a dizer que os seus espinhos são tão terríveis que crescem dentro da carne ( local da informação: Sequeiros - Torre de Moncorvo, onde foi registada esta fotografia).

Trovisco ( Daphne gnidium)

Planta arbustiva utilizada em métodos de pesca furtiva, através da utilização de um engodo preparado com as suas raizes .
(Fotografia tirada em Sequeiros- Torre de Moncorvo)

2 comentários:

n. disse...

Sobre o Trovisco, refira-se ainda as suas propriedades para afugentar as bruxas. E as de Moncorvo diziam antigamente que se encontravam na zona da Loureira, numa encruzilhada que havia aí... Ai Jesus, credo, abrenúncio!...

Xo_oX disse...

Quanto se aprende neste Blog!
É fantástico o que as gerações passadas faziam com as plantas! Infelizmente não consigo que os meus alunos se interessem por estas coisas.

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