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domingo, 21 de junho de 2009

Felgar - Estação da CP




Gostei da exposição aqui anunciada e ontem inaugurada no Centro de Memória.

Gostei de ver, de conversar, de recordar.

O espírito de partilha, mais do que anunciar-se, consubstancia-se fazendo, realizando, mostrando, dando e dando-se.

Foi o que aconteceu.


Por ser felgarense, tocaram-me mais fundo as imagens da minha terra.

Creio que lhes via o "punctum" onde outros viam detalhes interessantes.


Ainda imbuído desse espírito, encontro esta imagem da estação da CP.

Foi demolida. Fica a lembrança.

3 comentários:

Júlia Ribeiro disse...

Com imensa pena, não pude estar convosco na exposição. Subscrevo inteiramente as suas palavras quanto ao espírito de partilha que se viveu. E isso deixa-me feliz.
Um abraço
Júlia Ribeiro

Anónimo disse...

Caro Tó Manel,
Obrigado por esta foto sobre o nosso património ferroviário (delapidado, neste caso!) da antiga linha do Sabor. O desaparecimento da estação do Felgar só torna mais imperiosa a recuperação da antiga estação do Carvalhal, até pelo seu significado para a história da exploração do minério de ferro de Moncorvo no século XX - aí se carregaram milhares e milhares de toneladas de minério. Porque não aí um pequeno Museu Ferroviário dedicado à linha do Sabor? (ou, em alternativa) na estação de Moncorvo, junto ao celeiro - outra hipótese. Fica o repto às entidades competentes.

Anónimo disse...

Obrigado pela postagem da imagem da estação da CP da m/ terra.

Do edificio tenho algumas/vagas memórias. Foi local de embarque e de chegada no velho Texas ou na automotora. Alegria mais nas chegadas, a vontade era a pressa de calcorrear o caminho por aí abaixo até casa dos meus avós e matar as saudades. O embarque até ao Porto era mais triste, era o prenúncio de uma estada fora da aldeia e dos meus, até que novas férias implicavam mais uma alegria na chegada.

Lembro-me ainda do chefe da estação, o felgarense sr. Pardal e do zelo com que tratava os viajantes e, por esta altura, das doces cerejas que por lá havia para matar a sede aos ditos.

Vejo a foto, alegra-me a inscrição aí exarada e consigo descortinar a pessoa do meu irmão nessa janela partida.

A estação, tal como a linha, já não existe. A incúria do tempo e a vontade dos homens - que mediocramente traçaram uma linha ferrea que nem uma vida durou - deram cabo de ambas. Foi pena...

Obrigado Tó Manel e um abraço.

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