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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Olhar

Um moiro de trabalho, mas manso no olhar.
Foto: João Costa

6 comentários:

A. Manuel disse...

Algumas das lembranças mais fortes da minha infância são os sons. Sons dos carros de bois, sons das partidelas da amêndoa ao andarmos à noite nas ruas, sons do comboio a apitar na serrinha e a denunciar - pela intensidade do som da apitadela - de que lado vinha o vento, sons dos animais a bater com as ferraduras na calçada a caminho dos campos.
Se paravam junto ao chafariz, no Cimo de Lugar em Felgar, o dono assobiava de forma ondulante a recomendar-lhe: "bebe agora que o dia será longo".

Aqui na Vila passa de quando em vez, em frente a minha casa, um senhor montado num belo animal. O som entra pelo quarto dentro. Ganhei o dia!

Mas no que toca a barulho dos carros de bois, Moncorvo tem umas estórias que alguém contará.
Diz-se que os carros de bois foram proibidos de fazer barulho. O eixo não podia chiar, sob pena de o dono ser multado. Parece que quem mandava gostava do silêncio matinal para melhor dormir.

Ao invés, no Felgar os lavradores mais vaidosos colocavam no eixo um pequeno pedaço de madeira - um bio - para que que o carro chiasse bem alto: significava capacidade de carga, animais possantes, colheitas abundantes. Fica a intenção de pegar nesse tema.

PS - E se o hipopótamo tivesse mergulhado no rio Sabor?...
Perdeu-se uma oportunidade histórica. O bicho entrava no paraíso. Para montante teria melões e melancias de primeira escolha. Para jusante tinha ao dispôr as melhores vinhas de Portugal. Imaginem aquela bocarra a regalar-se com uvas de Barca Velha ou Duas Quintas. Entretanto Moncorvo seria disputado pelas cadeias de televisão.
Fica para a próxima!

A. Manuel

Anónimo disse...

Caro Tó Manel, belas lembraduras... a que nos levam as cavalgaduras... Mas quanto à do hipopótamo andaste a drumir... Com uma foto do bicho a rondar as portas da vila, tinhas ganho o dia! Vendida à SIC's e às TVI's (talvez aqui não quisessem pra não fazer concorrência à Manela, ihihih - que ganda boca!!! - a do hipoptótamo, claro!) ganhavas uma pipa de massa. E porque será que a câmara não comprou o bicho (ah! afinal parece que era uma bicha - salvo seja...) e não fez dele(a) uma mascote da futura barrage do Sabor... E com uma plaquinha (tem que ser pequenina porque não posso usar aqui o superlativo aumentativo) a fazer concorrência à dos crocodilos de Miranda: "ATENÇÃO URBANÓIDES! HÁ HIPOPÓTAMOS NO SABOR!"... Isso é que era cá uma Àfrica meu caro, uma Àfrica!.... e com empresas de safaris ali a desbundar... (acho que foi falta de visão não comprarem a "Margarida" - parece que era o nome da hipopótama).

Júlia Ribeiro disse...

Contem-me a estória dessa hipopótama , Margarida de sua graça, era mesmo?
Fico à espera,

Júlia

Anónimo disse...

Parece que a Drª Júlia está mesmo desfasada da estória da hipopótama!... O Rogério contou e até teve honras de figurar na exposição inaugurada ontem...
aqui vai: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=220A43EE-C6B7-4938-BF86-C65E7B6211B8

Esta é a versão mais soft... Aguardamos a versão do Rogério, captada na vila, como a da confusão do(a) hipopótamo(a) com um elefante, ehehehe
RR, tem a palavra!

Júlia Ribeiro disse...

Mais pena me fica por não ter estado lá. Não pôde mesmo ser.

Parabéns a todos os intervenientes e uma profunda saudade pelos grandes ausentes.

Abraços
Júlia Ribeiro

Júlia Ribeiro disse...

Já li a notícia do acontecido.
Então não seria realmente uma atracção turística essa da hipopótama no Sabor? Depois um hipopótamo para parceiro , os tais safaris, eu sei lá ?!
Bom, foi mais uma estória para Moncorvo. Teve a sua graça.

Júlia

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