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quarta-feira, 18 de março de 2009

19 de Março, Feriado Municipal em Torre de Moncorvo

Celebra-se no dia 19 de Março, dia de S. José, o feriado municipal de Torre de Moncorvo.

Quando surgiram os feriados municipais?
E qual a razão da escolha de S. José, já que a padroeira desta vila é N. Senhora da Assunção? Ou até poderia ter sido Santa Bárbara, em homenagem aos mineiros (de que Stª. Bárbara é patrona), considerando aqui a existência das importantes minas de ferro...

Respondendo à primeira questão, os feriados municipais foram instituídos logo após a República, por decreto de 12 de Outubro de 1910, ao que parece, em resultado da supressão de alguns feriados religiosos. Dava-se, contudo, possibilidade de cada concelho escolher uma festividade relevante, recaindo, normalmente a escolha sobre o santo padroeiro.

Em Torre de Moncorvo acontecia que o dia da padroeira (Senhora da Assunção), que era/é a 15 de Agosto, coincidia com um dos feriados religiosos que terão escapado ao laicismo da 1ª. República. Mesmo assim, porque o manto azul e branco da Senhora evocava vagamente a bandeira monárquica e um certo conservadorismo, os conservadores locais entendiam dever manter-se o feriado municipal no dia da padroeira, mesmo que daí resultasse não haver um dia de folga extraordinária, para lá do feriado que era geral para todo o país (o 15 de Agosto, celebração da Assunção de N. Senhora). Mas os mais progressistas entendiam que não senhor, deveria haver um outro dia! Qual ele seria e porquê?

A Santa Bárbara não fazia sentido, porque a actividade mineira organizada pura e simplesmente não existia (tinham-se feito uns trabalhos episódicos de prospecção no jazigo de ferro, nos finais do séc. XIX, por conta da Schneider, e nada mais); e os antigos ferreiros de antanho parece que eram mais devotos de S. Bartolomeu, do que, sequer, Stª. Bárbara. Aliás, na vila de Moncorvo não há uma capela dedicada a esta mártir, apesar de estar representada na fachada principal da igreja matriz.

No entanto, o S. José também não dispunha de nenhuma capela pública, nem de qualquer tradição relativamente ao seu culto. E a única capela que lhe era devotada estava associada a um solar (o antigo solar dos Tenreiros, comprado depois pelos Guerras, nos finais do séc. XIX, ou inícios de XX). Terão os Guerras também "adesivado" à República, e, neste caso, aos seus sectores mais radicais, candidatando o santo da sua capela ao feriado municipal da vila e concelho? Não o sabemos...

Sabemos, no entanto, por informação ouvida há muitos anos, que a razão essencial parece que era a seguinte: S. José era considerado o santo dos trabalhadores (era carpinteiro, como sabem...), como tal um "santo proletário", de plaina na mão, o que explicava as simpatias progressistas e agastava os conservadores. Ao que parece, então, o feriado municipal ia mudando, consoante ganhavam os partidários da Srª. da Assunção ou os do S. José. Quando chega o "Estado Novo" estava a Senhora da Assunção no "poder", quer-se dizer, estava senhora do feriado municipal, e assim se manteve por muitos e bons anos, mesmo até depois do 25 de Abril, sem que ninguém já se lembrasse da questão do feriado municipal. Ninguém, ou quase.

Em 1980, o vereador Adriano Sousa (já falecido), invocando o facto de Torre de Moncorvo, em verdade, não possuir um dia de feriado municipal, como os demais concelhos, porque a data coincidia com um feriado religioso nacional, propôs a criação de um dia alternativo, que não calhasse em feriado nacional. E qual haveria de ser? - S. José, pois claro! - A proposta passou em Assembleia Municipal, julgo que por unanimidade.

E porque não há festa sem procissão, e a Câmara não dispunha de imagem de Santo para o efeito, havia que o pedir emprestado à capela privada da casa dos Guerras (no início da rua do Cabo). O solar e a capela entraram, entretanto, em grande degradação e a dita família levou a imagem para uma outra casa sua, em Maçores, o que fez com que a Câmara comprasse há poucos anos uma imagem nova, a qual é guardada na capela de Srª. de Fátima (antiga capela de S. João Baptista), para sair nas procissões do Feriado Municipal.

10 comentários:

Anónimo disse...

Caro N.
Temos que pedir ao Chico Buarque que faça uma canção ao nosso feriado.

São José de porcelana vai morar
Na matriz da Imaculada Conceição
O Bom José desalojado
Pode agora despertar
E acudir os seus fiéis sem terra, sem trabalho e pão

Vai a Virgem de alabastro Conceição
Na charola para a igreja do Bonfim
A Conceição incomodada
Vai ouvir nossa oração
Nos livrar da seca, da enxurrada e da estação ruim

Bom Jesus de luz neon sai do Bonfim
Pra capela de São Carlos Barromeu
O bom Jesus contrariado
Deve se lembrar enfim
De mandar o tempo de fartura que nos prometeu

Barromeu pedra-sabão vai pro altar
Pertencente à estrela-mãe de Nazaré
A Nazaré vai de jumento
Pro mosteiro de São Joào
E o Evangelista pra basílica de São José

Mas se a vida mesmo assim não melhorar
Os beatos vão largar a boa-fé
E as paróquias com seus santos
Tudo fora de lugar
Santo que quiser voltar pra casa
Só se for a pé

Chico Buarque

Anónimo disse...

19 de junho é o dia indicado para o feriado de Mendecorvo.
N. que explique, com o seu rigor habitual,porquê.
Lelia Roborina

Anónimo disse...

Realmente a letra da canção do Chico Buarque está mesmo apropriada para o caso do nosso feriado e do nosso S. José desalojado - e que foi morar, neste caso, para a Senhora de Fátima, que, por sua vez, destronou o S. João, como a Santa Leocádia acabou usurpando o nome ao legítimo dono, S. Bento... Lá (no Brasil), como cá... E é engraçado notar q, também lá, o S. José é o patrono dos "sem terra, sem trabalho e sem pão", inerente à sua condição de padroeiro do Trabalho, e, como tal, terra e pão.

Quanto à resposta à adivinha da Lelia Roborina, ela está contida num comentário a um post anterior (o da descrição de Moncorvo e do episódio da sublevação anti-francesa, de 1808): "A 19 [de Junho] ficou consummada a revolução, pela sancção de hum numeroso congresso da câmara, clero, nobreza, e povo". Foi neste dia que se constituíu uma Junta de Governo em Torre de Moncorvo, que depois se viria a recusar obedecer à que entretanto se constituíra em Bragança, e, em consequência, veio a aderir à Junta do Porto; Moncorvo foi assim, se não o 2º concelho do reino (a seguir a Bragança), pelo menos um dos primeiros a sublevar-se contra a presença francesa em Portugal (com Junot instalado em Lisboa). - Em todo o caso, eu penso que esta não seria a data mais indicada para o feriado municipal de Torre de Moncorvo, pois acho que deveria ser antes a data que consta do seu foral doado por D. Dinis (e que veio substituir o de Santa Cruz da Vilariça=Vila Velha); e essa data é: 12 de Abril de 1285! Este é o verdadeiro acontecimento fundador do município de Torre de Mem Corvo (que passou assim de modesto lugarejo ao estatuto de vila e concelho), e, como tal, em cada ano, deveria ser celebrado mais um aniversário, assim como se contam os anos de uma pessoa. Isto com todo o respeito por S. José (pois que para Dia do Trabalhador já temos o 1º de Maio, sem que o trabalhador tenha q se refugiar atrás do manto de um santo que já tem o seu lugar como Dia do Pai) bem como pela Senhora da Assunção, que, naturalmente, já tem direito a festa rija, aqui como em muito lado.
Passadas que foram essas "guerrinhas de Alecrim e Manjerona", acho q se deveria equacionar a mudança do feriado para um acontecimento histórico com mais sentido, em vez de uma data religiosa que apenas resultou de um capricho político de há cerca de 100 anos. Porque não um referendo?, apesar de sabermos que o Santo parte em vantagem... Fica a dica e está lançada a discussão!
N.

Anónimo disse...

12 de Abril de 1285! Este é o verdadeiro acontecimento fundador do município de Torre de Mem Corvo (que passou assim de modesto lugarejo ao estatuto de vila e concelho)
Caro N.,
Creio que não é preciso chamar o G. Junqueiro ,para a terra optar por um feriado civil.
Viva o 12 de Abril!? VIVA!
Lelia Roborina

Wanda disse...

Olá!
O dia de São José é muito comemorado aqui no Brasil
Temos sessenta cidades com o nome de São José(incluindo aldeias e vilas, como se diz ai).Entre elas as maiores cidades do Brasil como São José dos Campos e São José do Rio Preto.

São José (SC) São José da Barra (MG) São José da Bela Vista (SP)
São José da Boa Vista (PR) São José da Coroa Grande (PE) São José da Lage (AL)
São José da Lagoa Tapada (PB) São José da Lapa (MG) São José da Safira (MG)
São José das Missões (RS) São José das Palmeiras (PR) São José da Tapera (AL)
São José da Varginha (MG) São José da Vitória (BA) São José de Caiana (PB) São José de Espinharas (PB) São José de Mipibu (RN) São José de Piranhas (PB) São José de Princesa (PB) São José de Ribamar (MA) São José de Ubá (RJ)
São José do Alegre (MG) São José do Barreiro (SP) São José do Belmonte (PE) São José do Bonfim (PB) São José do Brejo do Cruz (PB) São José do Calçado (ES)
São José do Campestre (RN) São José do Cedro (SC) São José do Cerrito (SC) São José do Divino (MG) São José do Divino (PI) São José do Egito (PE)São José do Goiabal (MG) São José do Herval (RS) São José do Hortêncio (RS)
São José do Inhacorá (RS) São José do Jacuípe (BA) São José do Jacuri (MG)São José do Mantimento (MG) São José do Norte (RS) São José do Ouro (RS)São José do Peixe (PI) São José do Piauí (PI) São José do Povo (MT) São José do Rio Claro (MT) São José do Rio Pardo (SP) São José do Rio Preto (SP)
São José do Sabugi (PB) São José dos Ausentes (RS) São José dos Basílios (MA) São José dos Campos (SP) São José dos Cordeiros (PB) São José do Seridó (RN)
São José dos Pinhais (PR) São José dos Quatro Marcos (MT) São José dos Ramos (PB) São José do Sul (RS) São José do Vale do Rio Preto (RJ) 58 São José do Xingu (MT)

O nome "José" significa "Deus acrescenta um filho" ou "Deus cumula de bens", em hebraico.
É um nome muito conhecido.
Meu pai é José e meu irmão José Carlos, portanto hoje é dia deles.

Um bom feriado a todos.

Abraço
Wanda
São Paulo,19 de março de 2009

Júlia Ribeiro disse...

S. José parte em vantagem, sem dúvida nenhuma, Nelson.
E aí vai mais uma estorinha, esta verdadeira, porque eu "vi claramente visto".
Finais dos anos 40. Por essa altura o dia 19 de Março já não era dia santo. (Ninguém usava a expressão "feriado municipal"). E os mais velhos queixavam-se de que "um dia tão sagrado" já não fosse "dia santo". Iam trabalhar, pois claro, mas sempre resmungando. Das mulheres , as que não tinham de ir para o campo, iam à missa, pois havia missa às 10 da manhã, como nos Domingos.
Vínhamos a sair do adro, quando passava em frente, com destino à estação do caminho de ferro, um carro de bois, carregado com uma pipa de vinho fino do Sr. Montenegro e, à frente, guiando os bois, o pai( ou um tio) da Filomena Soiteira, homem já de idade avançada e bastante curvado.
O carro ia devagar, chiando, e mesmo em frente da igreja ouve-se um estrondo enorme: a pipa rebentara e do vinho fino nem uma gota se aproveitou.
Logo ali se ouviu: "É S. José a avisar que quer o dia dele". Houve quem se benzesse, quem se ajoelhasse e dissesse "Milagre!" e toda a gente voltou a entrar na igreja para entoar uma acção de graças a S.José.

Achais que vale a pena ir contando uma estorinha de vez em quando? É que é tudo o que, eventualmente, poderei fazer. Esta é verídica. Ainda muitas pessoas se lembrarão dela.

Um abraço
Júlia

Anónimo disse...

Xiiii... a Wanda transcreveu uma veerdadeira lista telefónica de S. Josés do Brasil. Eu cá para mim tenho uma explicação para esse culto de S.José no Brasil: é que, muitas vezes, as modas de certos cultos tinham a ver com os nomes dos reis: por exemplo, no tempo de D. Sebastião (e sobretudo depois, após o desastre de Àlcácer Quibir), houve muito o culto de S. Sebastião... com d. João V, talvez, de S. João; com D. José I (ainda período áureo do barroco brasileiro), é natural que se formassem muitas povoações com esse nome e novas igrejas dedicadas a S. José, em homenagem ao rei de Portugal (e Brasil)...

- Sobre o que nos diz a Drª Júlia, pois, só corrobora o que eu disse no "post": a memória de um dia que fora (temporariamente) feriado e que depois deixara de o ser. O episódio da pipa que rebenta ("É S. José a avisar que quer o dia dele") é um remoque popular em relação a algo que havia sido coarctado. É, de facto, importante o registo de episódios como este, que são ilustrativos de tensões sociais, de História, em suma, ainda que "adesivados" ao fenómeno religioso, que de religioso nada tinha. A vila de Torre de Moncorvo, como outras terras do Douro, são casos curiosos do poto de vista da situação socio-política, algo que se poderá logo notar nas estatísticas do juiz demarcante da comarca em 1790, se seu nome Columbano Pinto R. de Castro: o levantamento estatístico mandado executar por este magistrado (considerado um dos pais da estatística em Portugal) releva que na zona do Douro havia um elevado nº. de jornaleiros para um pequeno nº de proprietários (ao invés do alto Trás-os-Montes: mais proprietários e menos jornaleiros, pq esses proprietários eram pequenos e médios e, como tal, trabalhavam as suas próprias terras). Na zona do Douro, que incluía T. de Moncorvo, havia poucos proprietários pq cada um deste detinha gdes. extensões de terra; assim, tinha q haver um certo proletariado agrícola (um fenómeno um pouco como o Alentejo, embora à escala regional), que adquire alguma "consciência de classe", para utilizar o jargão marxista, a partir do período da República... Dado o peso da Igreja e das ancestralidades, é natural que se continuasse a recorrer a símbolos, como os ícones religiosos, para significar intenções de ordem política (somos animais semióticos, diria R. Barthes). Nada na História acontece por acaso, pelo que temos q ter sempre em conta o fenómeno sociológico, antropológico, psicológico, etc., como bem me ensinaram os mestres da Nova História e da História Nova (M. Bloch, L. Fèbvre, F. Braudel, G. Duby, J.Le Goff, E. Ladurie.....), independentemente (e para além) de todos os catecismos.
N.

Anónimo disse...

ERRATA:
No meu último comentário, saíram duas "gralhas" (ou "corvos"), em resultado da pressa ao "teclar", que aqui corrijo:

Assim, onde se lê:
- "...são casos curiosos do poto de vista" > deverá ler-se: "são dois casos curiosos do ponto de vista..."

- Onde se lê: "...juiz demarcante da comarca em 1790, se seu nome Columbano Pinto R. de Castro", > deverá ler-se ".. juiz demarcante da comarca por volta de 1790, de seu nome..."

Peço as devidas desculpas por mais estes "lapsus teclae".
N.

Anónimo disse...

Tal como o apelo ou grito de sublevação anti-francês - 19 de junho de 1808 - que nada teve de inédito, igualmente o apelo da Lelia Roborina para nova data para feriado municipal - 12 de Abril de 1285 - também não é inédito.Contudo, valem sempre as boas intenções.
Ao que sei, já houve quem propusesse tal em Ass. Munic.mas como era dos "outros " ou dos do "contra" é evidente que sabemos para onde e que acolhimento teve tal proposta.
Por isso caro N. falar em referendo !!!
Mas o amigo pensa, purí, que está a viver na Suécia, na Holanda...
Já agora, e a talhe de foice, é também de justiça referir que esta data - de 12 de abril de 1285 - está profundamente ligada à pessoa do ilustre historiador A.Almeida Fernandes,falecido em 2003, ( pessoa hoje na berra dos media por causa da sua tese sobre o local onde nasceu D. Afonso Henriques ) e que foi um honesto, humilde e profundo investigador e conhecedor da historia regional ou local, ele que não era formado em historia - tal como o grande A. Herculano ou o Abade de Baçal - mas que folheou e muitas pestanas gastou por tudo o que era documento escrito relativo ao Norte. Muitos artigos publicados na Grande Enciclopédia... monografias de historia local... livros de filologia ou etimologia ... são da sua lavra e felizmente publicados.
Este historiador sem prosápia, tão injustamente criticado pelos da catedra, publicou valiosa obra que merece o devido reconhecimento.
Ao ver a alusão ao 12 de Abril de 1285 não pude deixar de recordar a sua memória e deixar este modesto registo.

Pucareiro

n. disse...

Caro Pucareiro,
creio que, independentemente dessa petição em sede de assembleia municipal (não pretendemos com isto qualquer ineditismo), deveria ter voz a sociedade civil, se bem que, para esse peditório também já eu tenha dado (e com graves sequelas). Por isso, bem sei que não estamos em Holandas, Suécias, ou Finlândias... Mas, cientes de que Roma e Pavia não se fizeram num dia, se as coisas forem devidamente explicadas ao "Povo", pode ser que alguém escute, no sentido de a ideia subir de baixo para cima, e não com arroubos de prosápia sapiental, de cima para baixo. Não foi por acaso que eu disse q o Santo estava em vantagem...
Sobre Almeida Fernandes, estamos perfeitamente de acordo! Ele foi o primeiro a evocar esse foral (com a data certeira), embora à ilharga da questão (caseira) de feriado municipal ou não, pois tal não cabia em artigo genérico de Enciclopédia (para os mais interessados o artigo de que falo é a entrada "Torre de Moncorvo", in Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, sendo o respectivo volume dos anos 50 do séc. XX). Àparte alguns pequenos pormenores menos correctos, este artigo é fundamental para quem queira conhecer a história de Moncorvo.
Curvo-me também perante a memória deste historiador "outsider", que a tal de Cátedra (como sempre ronceira, mediévica, corporativa e implacável para os que não se submetem às suas panelinhas) injustamente ignorou... (tarde veio o sr. prof. Mattoso a dar-lhe razão na questão do berço de Afonso Henriques...)

[Um à parte para quem não sabe: este amigo Pucareiro é um dos moncorvenses residentes que mais sabe sobre a nossa História medieval e não só... respeitarei o seu anonimato, em que por modéstia se refugia, esperando a sua participação sempre pertinente e atinada, e daqui lhe enviando um abraço, N.]

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