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domingo, 1 de março de 2009

À Descoberta das amendoeiras em Flor


O tema das Amendoeiras em Flor é transversal a uma série de concelhos. Guardo com carinho a 1.ª edição do Guia Turístico “Rota da Amendoeira” editado em 2001, referente a Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa. Conhecedor mais ou menos profundo destes concelhos, não necessito de um Guia Turístico, mas mostra a vontade que estes concelhos têm em venderem uma imagem, a Amendoeira em Flor. Vivi em Torre de Moncorvo nos anos áureos das excursões. Eram dezenas, senão centenas de autocarros que se amontoavam na Corredoura (antes do arranjo urbanístico).
Este ano decidi “criar” um Rota da Amendoeira em Flor, para um passeio de família. Visitar locais onde não passávamos há mais de 10 anos, outros onde nunca tínhamos ido, apreciar a paisagem, o artesanato, a gastronomia, mas, sobretudo, ir ao encontro da beleza das amendoeiras em flor, foi o objectivo. Decidi publicar o percurso porque pode dar ideias a outras pessoas que querem beneficiar do privilégio de passar um dia de puro prazer nas pequenas estradas de Trás-os-Montes.
Saímos de Vila Flor ao início da manhã. O dia não estava nada daquilo que eu desejaria (para a fotografia) com o céu repleto de nuvens. Uma atmosfera muito, muito cinzenta, mas com uma temperatura muito agradável.
As amendoeiras em flor apareceram logo dentro da vila. Ao longo da estrada que conduz a Sampaio (N608) há algumas flores que já perderam as pétalas, mas o espectáculo ainda é digno de se ver. Ao longo da N102 (E802) entre Sampaio e a barragem do Pocinho, encontram-se vários locais com muitas amendoeiras em flor. Um bom exemplo são as encostas na Quinta da Portela, mas há amendoeiras por todo o lado.
De junto das comportas da barragem do Pocinho, na margem direita, parte uma estreita estrada que faz a ligação às aldeias de Urros e Peredos dos Castelhanos. Conheci essa estrada há quase duas décadas, quando ainda nem sequer estava asfaltada! Desde essa altura, pouco mudou. Durante algum tempo as curvas acompanham o rio, serpenteando nas entranhas da terra. A foz da Ribeira do Arroio veio separar-nos definitivamente do rio. Depois de a atravessarmos, numa estreita ponte (que assustadora era!), começámos a subir até perto dos 600 metros de altitude. Nesta zona há muitas amendoeiras em flor, mas a maior parte dos delas estão abandonadas. É uma das estradas panorâmicas mais bonitas que conheço no concelho de Torre de Moncorvo. Encontrámos no seu final a N603. Pode ser uma boa oportunidade para virar à direita e fazer uma rápida visita a Peredo dos Castelhanos. À esquerda é a direcção de Urros. Foi nesta zona que encontrei as mais bonitas amendoeiras em flor! Quase todas as flores são de um rosa acentuado, dão uma tonalidade forte e uniforme ao amendoal.
Para saborear toda a paz que nos invade, depois de algumas horas por locais tão pouco frequentados, alguns minutos junto à igreja de S. Apolinário dão também alguma mística ao passeio. Nesta espécie de santuário a algumas centenas de metros do povoado, fomos encontrar uma fonte. A água desta fonte era apontada como sendo milagrosa (1726), mas, actualmente, apenas é vista como digestiva. Foi o próprio S. Apolinário que fez brotar a água da rocha, para saciar a sede com que vinha, depois de atravessar o Douro. Muito havia para ver em Urros, mas partimos em direcção à Barragem das Olgas, ainda em construção, local onde se confrontam o concelho de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta. Deixámos a N630 e seguimos à direita para Ligares. Atravessámos a aldeia pela Rua do Cimo do Povo, contornámos a igreja e seguimos para o Largo de S. Cruz.
Retomámos a estrada N325 que desce a encosta até à Ribeira do Mosteiro. Neste trajecto ainda há muitas amendoeiras que não floriram, o que significa que este percurso se vai manter bonito por mais alguns dias. Mais uma vez se vislumbram largas encostas onde a amendoeira já foi rainha. O abandono é a nota predominante, mas, onde as amendoeiras estão cuidadas, as flores são mais fartas e mais coloridas.
Depois das Quintas da Ribeira e de S. Tiago, a estrada divide-se: em frente desce-se pela N325 até Barca de Alva; à esquerda sobe-se pela N325-1 até Freixo de Espada à Cinta. O meu desejo era seguir em frente, pois adoro percorrer esta estrada onde nos sentimos muito pequenos face à agressividade das massas rochosas que nos rodeiam. Da foz da Ribeira do Mosteiro até Freixo, é bem possível que ainda haja muitas amendoeiras em flor (ao longo da N221).
A opção foi virar à esquerda em direcção a Freixo. O “relógio” solar (e não só), já nos indicava que estava na hora de almoço.
Nesta zona também há muitas amendoeiras em flor. Até uma pequena raposa se passeava entre elas, indiferente aos potenciais flashes dos turistas.
Em Freixo, estacionámos o carro junto da Câmara Municipal. O recinto da feira era um pouco distante, mas havia um autocarro a transportar gratuitamente os que o desejassem. Estávamos dispostos a almoçar na feira (Feira Transfronteiriça/Feira dos Gostos e Saberes), até porque se tratava de uma feira de sabores. Procurámos o pavilhão de restauração, onde havia poucos lugares vazios. O primeiro contacto foi decepcionante e a refeição tornou-se um fiasco.
Procurávamos comer alguma coisa regional, mas as opções eram poucas: leitão e picanha. O vinho tinha que ser obrigatoriamente do Alentejo! O leitão não se conseguia comer, estava cru; as batatas fritas eram de pacote e o pão só chegou depois de muita insistência. “Matei” a fome com alguns feijões pretos gentilmente cedidos e partilhados com a mesa ao lado. Manifestei o meu descontentamento e pedi uma factura (que obviamente não me foi passada). A organização da feira devia estar atenta ao péssimo serviço que esta empresa (La Brasa) estava ali a prestar. Além de que deviam apostar em servir os produtos regionais tais como as azeitonas, o fumeiro e o vinho. Esta lacuna também se nota na feita TerraFlor, em Vila Flor.
Não ficámos muito bem dispostos e demorámos pouco na feira. Apesar de tudo, é interessante a aposta no lado de lá da fronteira (ou eles no lado de cá?). O espaço envolvente está muito bem estruturado e o pavilhão da feira mostra coisas interessantes. Afinal ali estavam os verdadeiros sabores, só que já era demasiado tarde!
A viagem continuou em direcção a norte (pela N221); o objectivo era visitar Mazouco. Neste troço quase não existem amendoeiras, a não ser à saída de Freixo até à Zona Industrial.
As gravuras rupestres de Mazouco nunca tinham sido visitadas por qualquer um de nós e, pela sua importância na arte do Paleolítico Superior, em Portugal e na Europa, merecem bem uma visita. As amendoeiras partilham com as oliveiras e laranjeiras, os socalcos entre Mazouco e o rio Douro. Para além da discussão carvalo-carneiro, a beleza da paisagem e a admiração de arte milenar, são um bom convite para uma outra rota À Descoberta das amendoeiras em Foz Côa e da arte do Vale do Côa.
No caminho de regresso, nas últimas casas de Mazouco virámos à direita, seguindo uma estrada (620) que nos coloca num belo miradouro sobre o Douro. Infelizmente as condições atmosféricas já não eram as melhores.
Seguimos à direita (de novo na N221) até à Estação de Freixo e depois à esquerda em direcção a Torre de Moncorvo. Neste troço da estrada até ao Carvalhal ainda há poucas amendoeiras em flor. Entrámos em Carviçais à procura de mais alguns Detalhes em Ferro.
Como não havia muitas amendoeiras com flor, fizemos uma visita ao bar na estação, no Larinho. É um bom espaço para tomar um refresco, ao fim da tarde.
Regressámos à estrada em direcção a Moncorvo. A XXIII Feira de Artesanato está prestes a encerrar. São já 23 feiras e eu visitei grande parte delas. Algumas das presenças são sempre interessantes de observar e saborear como os quadros feitos com escamas de peixe ou casca de alho e as tradicionais amêndoas de Torre de Moncorvo, outras já pouco dizem.
A viagem de regresso a Vila Flor é feita pela N325 até à ponte sobre o Sabor. Depois de se entrar no concelho de Vila Flor, depois da Junqueira, utiliza-se a N215, cheia de curvas mas com boas vistas panorâmicas. Estas são estradas a evitar no dia-a-dia, mas são as ideais para um calmo passeio, em busca de belas Amendoeiras em Flor.

Outras fotografias deste percurso:

10 comentários:

Anónimo disse...

uma boa proposta, sem dúvida!
No entanto, para quem venha de Sul, pelo lado de Foz Côa, recomentamos a ascensão até Torre de Moncorvo pela estrada antiga, a partir da Qtª do Campo pelo Vale da Salgada, até à Ventosa (a antiga E.N. 220). Apesar de as amendoeiras estarem ao abandono, algumas já no meio do matagal, a perspectiva de cima, olhando as vertentes, dão a tal impressão das donzelas a caminho do noivado, de que falava Campos Monteiro. Outrora existiu aqui uma das maiores concentrações de amendoeiras, e, como era este o percurso dos autocarros vindos da banda Sul, este era o melhor cenário para a Amendoeira em Flor.
Para o lado de Carviçais é que nem por isso, pois é já uma extensão da Terra Fria trasmontana (onde virem castanheiros, em princípio não há amendoeiras; são os contrastes climáticos da nossa região). Fica a dica.
Boas excursões!
N.

n. disse...

Excelente Roteiro, Aníbal! só não te perdoo o passares por Moncorvo e nem um toque para tomarmos um café, ou uma ginginha, lá na feira!
Ah, e um pequeno reparo, na parte do Roteiro referente ao Santo Apolinário de Urros: o pobre do Santo não fez brotar a fonte para saciar a sede; embora a sede também devesse ser muita! - O que a lenda diz é que o mítico "Santo Apolinário", por se ter recusado a converter ao Islão, aquando das invasões árabes, foi amarrado pelos mouros a dois touros bravos, e foi arrastado desde a cidade de Caliábriga (de que restam parcas ruínas no cimo de um monte altíssimo, do outro lado do rio Douro/margem Sul), e, ao atravessar o Douro, encheu-se-lhe de água uma pequena cabacinha que trazia à cinta; no sítio onde os touros pararam, já do lado de cá, ao levantarem-no, não se aguentou (pudera!!!) e caíu, partindo a cabaça; e nesse local brotou uma fonte. Acabaram depois de o matar, degolando-o com um machado, e, no local onde morreu, nasceu um cipreste (associado ao que ainda hoje lá está). Nasceu daí o culto, na Idade Média, sendo muito concorrido pelos povos do Riba-Côa, pois eram os domínios do antigo bispado. Na verdade, este bispado existiu, estando documentado nas actas de um concílio suévico-visigótico, realizado em Toledo, no século VII; todavia, o bispo que aí figura, não muito antes da invasão árabe, chamava-se Zenão, e não Apolinário. O que deve ter acontecido foi uma identificação popular do lendário mártir local, com o Santo Apolinário de Ravena (Itália), este sim, degolado com um machado. Ou seja, sem se descartar a hipótese de um mártir local, realmente arrastado pelos bois, o povo fez sobrepôr os dois casos, puxando para a região um Santo de maior nomeada, como era o Stº. Apolinário italiano. Na verdade, a fama deste santuário era tão grande, sendo tão concorrido de peregrinos, que até o arcebispo de Braga, S. Frei Bartolomeu dos Mártires o quis ver e, inclusive, mudar as ossadas do túmulo primitivo, muito tosco, em lajes de xisto, para um túmulo novo, em granito, com estátua jacente (que está sobre o primitivo). Acontece que ao abrir-se o túmulo, irradiou uma luz tão intensa que cegou o arcebispo e todos os q com ele estavam, motivo por que Frei Bartolomeu mandou logo tapar o túmulo antigo, sem remexerem as ossadas, pondo-se todos em fervorosa oração, e, em face disso, logo foram recuperando a visão. Conclusão: é suposto q o túmulo novo esteja vazio, até hoje... - Para uma visita ao interior deste santuário, recomenda-se procurar os/as mordomos/as (que são os guardiões ou guradiãs do Templo), para solicitarem a chave. Vale a pena conhecer o Santo e a bela talha dourada do altar-mor.
N.Campos

Anónimo disse...

Excelente roteiro este que Aníbal nos mostrou. Pena o almoço se ter estragado - mas essa é a vertente negativa do turismo em geral, muitas vezes vítima do oportunismo de alguns...
Quanto ao Sto. Apolinário mais uma vez ficamos esclarecidos com as achegas do Nelson. Pessoalmente estive na capela umas duas vezes, e lembro-me da minha Tia Alexandrina , irmã de meu Pai , ter sido mordoma da festa do Santo. Tenho também uma vaga ideia ( espero não estar a fazer confusão !) mas houve uma vez alguma trapalhada com a figura do Santo que terá ido para o Porto para restauro e só muito depois apareceu, com grande escândalo da população que já a dava como desaparecida.
Bendita terra essa , que foi berço de meu Pai , meu Avô e meu bisavô paternos.
Daniel

Xo_oX disse...

Obrigado pelas achegas dadas à minha "reportagem"...
A minha passagem por Urros é uma boa ocasião para "chamar" mais uma freguesia ao Blog. Como estamos a ver todas têm muitos motivos de interesse para ir À Descoberta...

Júlia Ribeiro disse...

As amendoeiras em flor são belíssimas.
Apetece meter pés a caminho e ir lá espraiar a vista por aquelas ladeiras, até os olhos ficarem presos de encantamento e a alma lavada ajoelhando-se perante esta benção.
Já que não posso ir 'no tempo da frol' tenho de agradecer ao Aníbal
a arte e a beleza que nos oferece.

Bem haja, Amigo.
Júlia

Xo_oX disse...

Obrigado Júlia
Um dia destes vamos "postar" também oliveiras. Das mais velhas, de troncos desgastados pelos anos, sinal de muito darem de si, iluminando e alimentando muitas gerações.

N. disse...

para o Daniel:
antes de mais o meu obrigado pela sua apreciação aos meus comentários sobre Urros (tem razão o Aníbal, esta freguesia está um bocado longe do epicentro do concelho, pelo que é preciso "puxá-la" cá para o meio!);
- Sobre o que diz: "lembro-me da minha Tia Alexandrina, irmã de meu Pai, ter sido mordoma da festa do Santo" > pergunte-lhe quantas vezes acrescentou terra pela buraca do túmulo velho, o q está debaixo do sarcófago de granito? - é que uma das funções dos mordomos em tempos mais recuados, era meter terra nesse orifício do túmulo, porque os peregrinos a levavam como "terra benta", tipo relíquia;
- Sobre a estória da "trapalhada" com a imagem do Santo, pois acho que quiseram sovar o padre, primeiro por ter ido para restauro e depois porque não acreditaram que fosse a mesma imagem, de tão renovada que veio!!! (o povo pensou que a imagem fora substituída, e com alguma razão, pois o trabalho de "restauro" feito pelas oficinas de santeiros, de Porto ou Braga, eram verdadeiras operações plásticas, que não raro destituíam de todo o valor histórico e antropológico, muitos destes ícones arqueológicos). Na verdade não deve ter havido substituição (com venda da original, como o povo pensava), mas sim um "restauro" com muito gesso e pintura nova muito "seráfica", e isto pelo seguinte: a imagem antiga apresentava uma rachadela vertical, de tão antiga, que "desapareceu" sob a massa; ora essa racha voltou a reaparecer, ao estalar a pintura, prova que, em princípio é a mesma imagem, com as "rugas" da idade a despontarem de novo sob a camada do "botox". Presumo que o dito padre já não deve ser vivo, mas em todo o caso isto poderia funcionar como um veredicto do Santo, a repôr a Verdade e a ditar-lhe a absolvição (até porque a intenção terá sido boa, neste caso); já a destruição dos frescos que existiam nas paredes, de que só sobrou a cabeça de um frade, não tem perdão; como não teria a remoção do belo e antigo pavimento, ainda original, de tijolo burro com guias de xisto, que a nossa intervenção junto do então IPPC (em 1989) permitiu salvar da ignorância de uma comissão fabriqueira e respectivo padre, que queriam substituir o piso de tijolo por mármores!... É claro que é preciso remendar as crateras que há no chão, mas sempre ficará mais barato utilizarem-se uns quantos tijolos similares aos que lá estão, estalados e gastos pelo tempo e pelos pés dos peregrinos, do que destruir a obra original... Foi isso que fez despoletar o processo de classificação do Santuário, a que se acrescentou a fonte do milagre e o cruzeiro. Depois de um moroso processo que levou anos, este conjunto patrimonial está classificado como Imóvel de Interesse Público pela portaria nº 443, de 9.03.2006.

Anónimo disse...

Obrigado Nelson!
Na verdade agora que me fala disso de meter terra no túmulo do Santo, lembro-me de facto de a minha Tia nos contar ter andado de joelhos " lá por debaixo" do túmulo a meter terra . É espantoso e só agora entendo o significado dessas "manobras" - para mais o meu Pai gozava com isso .
Quanto à questão da classificação como Imóvel de Interesse Público só tenho ( eu e todos os filhos de Urros e todos os moncorvenses) de vos agradecer a todos que nesse processo se envolveram.
Considero Urros, apesar da sua singeleza, um sítio mágico carregado de história e com profundo significado familiar.Obrigado pois.
Daniel

N disse...

Não tem de quê, caro Daniel, não tem de que... aprendemos todos uns com os outros e quanto mais haverá ainda por se saber da velha Orrios... (Orrios, como vem grafado no foral de D. Afonso Henriques, de 1182; topónimo q possivelmente terá a ver com águas correntes, tal como Orreta, arroios, córregos, corróios, róios ... é uma hipótese). Pois não creio que tivesse a ver com os "urros" que os condenados davam, quando tinham de segurar no ferro em brasa, conforme determinava o foral, como meio de provar a inocência em certos casos de mão criminosa. Eram tempos bárbaros... Por isso é muito mais o que não sabemos, do que aquilo que algum dia venhamos a saber, sobretudo quando estas comunidades antigas se estão a apagar como um sol no ocaso... A seguir virá a noite da nossa ignorância em definitivo, quando se apagar a memória do último velho, como já se silenciou o tear da tia Aurora Paulos, o último que ainda matraqueou, numa terra de tecedeiras...

Anónimo disse...

Boa noite
Sou do Minho (natural e residente e... vejam só! Estive em Torre de Moncorvo durante 2 anos lectivos a "fazer" profissionalização em serviço e a Terra Quente / e a Terra muito Fria deixou-me marcas tão profundas que, desde 1998, por "volta" de Março, lá vou com a família à "volta das amendoeiras em flor" - TODOS os anos!!!
No domingo passado, lá fui almoçar a Moncorvo. Fiz um percurso a pé e rumei a Baragança, via Alfândega da Fé.
Regressei por Mirandela, depois de ter passado por Vila Flor.
Foi lindo!
Gostei o desenvolvimento que se vai fazendo notar, ao nível das estradas... oh meu Deus - quem as "calcorreou" e quem as goza agora!
As gentes continuam afáveis, gentis e prestáveis como há 21 anos.
Se deus quiser, para o próximo Março, irei de novo "beber recordações" e encher os olhos de jardins imensos, para viver com imagens indeléveis e cheiros inesquecíveis daquelas bandas.
Pena que, apesar de "dar umas voltas" pelos lugares que antes (há 21 anos) me eram familiares, nunca encontrei ninguém conhecido - apesar de eu "ser dono" de boa memória visual e auditiva!
Rui Gomes

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