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quarta-feira, 11 de março de 2009

"Contos dos Montes Ermos", de António Sá Gué

Num comentário a um “post” anterior ficou referência a mais um livro de contos, para além do de Vítor da Rocha, também recentemente editado (Dezembro de 2007). Trata-se de “Contos dos montes ermos”, de autoria de António Sá Gué, obra editada pela arteEscrita.
Para além desta obra, Sá Gué publicou ainda o romance As duas faces da moeda (Papiro, 2007) e participou na antologia Mimos e contos de Natal (também com a chancela da Papiro, em 2007) - ver nota bibliográfica na badana da capa, em baixo.

Os Contos dos montes ermos são 11, a saber: o velho; o eucalipto; o comboio; o colégio; a feira; o desertor, a procissão; o desmancho; a banda; a ignorância; o formigueiro. Como o título indica, o cenário desses contos são as terras transmontanas “grosso modo”, adivinhando-se alguns contornos de povoados aqui bem próximos de nós. Tal como o comboio é o da defunta linha do Sabor… Até mesmo a fábula da formiga do último conto, acaba por ganhar, no final, a marca da região: tratava-se de uma “aluda” (confesso que a primeira vez que ouvi esta palavra, era eu um chavalo, foi em Carviçais… - fui ver à Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, e não é que constava lá, com a indicação: "regionalismo, da região de Torre de Moncorvo"?).


A apresentação deste livro, em Torre de Moncorvo, foi realizada no ano transacto (2008), na Biblioteca Municipal.


Capa do livro Contos dos Montes Ermos e biografia do autor (clicar em cima para aumentar)

Para aguçar o apetite, aqui fica um excerto:

“…dava dó ver os possantes catrapilas desenraizar as centenárias oliveiras e carregá-las para serem vendidas por essa Europa fora, a alindarem algum jardim de alguém endinheirado. Até os muros de pedra solta foram veniaga. Como é possível?..., perguntam-se alguns. Não estou a falar de pedra, não, estou a falar de muros, muros de pedra solta,
muros que contam história,
peças de património,
molduras da paisagem,
Não! O dinheiro tem mais peso… Qual património, qual memória de povo!... As máquinas precisam de entrar à vontade.
Morreu de pasmo, quando os charruões, capazes de arrancar fraguedos, esventram sem dó nem piedade o olival da Ferraria”.

- A que atentado ao Património se estará a referir o autor?

Para o saberem, procurem o livro, pedindo-o para Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, ou para: artEscrita Editora Ldª. , Rua Comendador António Augusto da Silva, 127, r/c, 4435-193 Rio Tinto; e-mail: editora@artescrita.com

- Chamamos ainda a atenção para o "site" (ou sítio) parceiro deste blogue, intitulado "Palavras ao Vento" (na coluna do lado direito, em baixo); aí poderão ler mais textos de António Sá Gué e conhecer melhor este nosso conterrâneo. Ou, se preferirem, podem clicar já sobre este endereço: http://antoniosague.blogspot.com/

9 comentários:

Baiqueeuespero disse...

O Gué tem tb o mais recente livro - Fantasmas de uma Revolução - que será lançado na Biblioteca Municipal de Moncorvo no dia 25Abril 2009, em princípio pelas 10:30, com o apoio da Câmara Municipal.

Anónimo disse...

Não vem na Agenda Cultural e o blogue anda distraído.Muito se passa e nós os diasporano não temos acesso a toda informação.Por favor ,coordenem esforços e informem de tudo.
Programar uma ida às fragas,torna-se mais fácil.
Até já há doses duplas.Descoordenadas,pois claro.Exemplo:dia 14 ,Lançamento do livro da Júlia Biló , Assembleia e Palestra dos Antigos Alunos do Colégio Campos Monteiro NO PORTO!!A sede não é na vila,na rua do Visconde,mesmo diante do Colégio??Mesmo dia ,mesma hora !
ORGANIZEM-SE.CATANTCHO.

+ 1 hej

Anónimo disse...

Informação mt oportuna. Obrigado Bai. Ficamos então a aguardar mais esta produção do Gué.

Wanda disse...

Olá!
Não consigo comprar os livros que vocês estão divulgando no blog!
Vou ter que fazer uma lista e tanto para pedir á prima quando cá vier!
Dia 25 de abril é o dia do meu aniversário.Aqui será outono e aí primavera!Então as ruas ai estarão cheias de giestas e aqui repletas das folhas secas.

Abraço
Wanda
São Paulo, 12 de março de 2009

Júlia Ribeiro disse...

Realmente, temos de coordenar melhor as actividades. Eu já tenho programa para o dia 25 de Abril. Ora, bolas.
Já chegou a sobreposição do dia 14.

Mas agora, o essencial e urgente é chegar ao Vítor da Rocha e ao Sá Gué para nos fazerem companhia - e que fantástica companhia!! - e nos enriquecermos com a sua escrita, com a sua presença e a sua experiência.

Até Sábado
Júlia

Daniel de Sousa disse...

Eu acho que agora o essencial e urgente é celebrar no dia 14 a nossa Júlia "Biló", a inesquecível Autora de Contos ao Luar de Agosto, grande exemplo de Mulher lutadora e infatigável defensora dos que ,não tendo voz, a encontram nas suas palavras.
Eu não vou poder estar fisicamente mas estarei em pensamento e através de uma mensagem que fiz chegar .
daqui lhe envio um grande abraço!
Daniel

Maria Olímpia disse...

Querida Júlia:
Com grande pena minha, não me é possivel estar junto de ti no Sábado . Até os meus filhos têm pena, mas não conseguiram organizar o seu trabalho de modo a eu ir a Moncorvo.
Muito êxito e um grande abraço desde Chaves.
Mª Olímpia

António Sá Gué disse...

Há muito tempo que sigo este blogue, mas só agora decidi participar por razões óbvias.
Parabéns pela qualidade que vem mantendo.
A editora que publicou "Os Contos dos Montes Eermos", a ArtEscrita, enquanto editora,já não existe. Talvez se encontre ainda nas livrarias online, como por exemplo e "Wook".
Abraços.

Anónimo disse...

Que assim se veja a força da "igreja"

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