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sexta-feira, 27 de março de 2009

Visitas guiadas para assinalar Dia Nacional dos Centros Históricos


Vista do centro histórico (núcleo extra-muros), a partir da torre de igreja (Foto de N.Campos)

"Do alto do campanário vê-se o que resta do castelo e do velho burgo medieval. Vê-se a rede intrincada do casario e ruelas estreitas, o jogo volumétrico dos telhados, os saguões, as hortas e quintais, com seus perfumes de laranjeira, pinceladas de verde ou de tons outoniços, conforme as estações. (...)
Está na hora de descer da torre e, eventualmente, subir à serra, mas, antes, é melhor conhecer as gentes, entrar nas lojas, provar as iguarias tradicionais, ver os núcleos museológicos, imbuir-se do espírito do lugar, enfim, saborear Torre de Moncorvo!... Desejamos-lhe uma boa estadia (ou um excelente passeio)".
- Excerto de um texto (inédito) de Henrique de Campos.

Celebra-se amanhã (dia 28 de Março) o Dia Nacional dos Centros Históricos.

Torre de Moncorvo faz parte da Associação de Municípios com Centro Histórico, e possui, efectivamente, uma malha urbana multissecular, que se desenvolve em dois núcleos distintos: a zona do bairro do Castelo, de origem medieval, que se estruturou intra-muros, depois de D. Dinis a ter mandado fortificar, seguramente no seguimento da outorga do foral de 12.04.1285 (há um documento dionisino, de 1295, aludindo à construção da "fortaleza"). No entanto, desde cedo o casario extravasou as muralhas, devendo ter-se distribuído em redor da actual praça Francisco Meireles, no que então se chamava o "Arrabalde".

Estas e outras explicações serão dadas, amanhã, aquando das visitas guiadas que o PARM (Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo) se propõe organizar, da parte da manhã (entre as 11;00h-12;30h) e à tarde (14;30h-16;30h, neste caso com passagem pela exposição fotográfica de alunos do Curso de Especialização Tecnológica do IPB, que será inaugurada no Centro de Memória, pelas 15;00 horas).
Inscrições para o telef. 279 252 724 (hoje, até às 18;00h).

Ver mais em: http://parm-moncorvo.blogspot.com/

2 comentários:

Daniel de Sousa disse...

Tenho acompanhado, embora esporadicamente ,mas sempre com um grande interesse e respeito , através do respectivo blog as actividades do PARM.
Pessoalmente considero este projecto do maior interesse , com uma envergadura científica e cultural invulgares e merecedor dos maiores elogios e do carinho e incentivo de todos os moncorvenses , de todos os transmontanos e bem assim de todos os que se interessam por estes assuntos. Por aqui têm passado personalidades académicas e da sociedade civil em geral transmitindo a sua experiência e as suas opiniões das quais e infelizmente eu não posso usufruir por estar longe. Mas aproveito para lembrar a todos que este magnífico trabalho de recuperação do património historico-cultural e sua conservação e divulgação são vitais na preservação da nossa memória colectiva .
Donde que me parece mais do que justo , necessário, realçar e agradecer ao PARM a sua actividade.
Daniel

Anónimo disse...

Caro Daniel,
em nome do PARM,o nosso muito obrigado pelo seu apreço e estímulo. Fazemos o que é possível, com a escassez de meios e recursos, e muita dose de voluntarismo à mistura. Todavia, é um trabalho gratificante (sobretudo na componente divulgativa e museológica), mas, simultaneamente, incompreendido, sobretudo quando mexe com interesses e com um certo conceito de "Progresso", personagem erigido à categoria de divindade, a que se recorre para justificar, por vezes, coisas injustificáveis e, simultaneamente, apedrejar quem ousa desafiar esse "bezerro de ouro". Seria esperável que, ao momento, num quadro de grandes obras avassaladoras de património a decorrer na região, tivéssemos mais participação; todavia, outros, vindos de outras paragens, já se sentaram à mesa do "banquete". Para não sermos acusados de conivências com o quer que seja, preferimos continuar a trabalhar noutros domínios, pacatamente, longe de esquemas e de cobiças, ainda que procuremos estar atentos e vigilantes. Temos no nosso currículo um extenso inventário do património arquitectónico e arqueológico que já integrou a 1ª versão do PDM concelhio e que integrará agora a 2ª, depois da actualização e revisão entregue em Janeiro último. Iniciámos nos anos 80 um programa de investigações sistemáticas, com recurso a escavações, que gerou um espólio considerável, q aguarda tratamento museológico. Contribuímos para o salvamento do Museu do Ferro da Ferrominas, ao insistirmos na sua trasladação do Carvalhal para Moncorvo, nos inícios dos anos 90. Após um protocolo com a autarquia, nessa época (revisto em 2002), fizémos deste projecto museológico o grande "cavalo de batalha" da vida da associação, que prossegue. Isto para não falar no aspecto formativo, de consciencialização e de sensibilização para as questões patrimoniais, e contribuindo também para o despertar de algumas vocações. Enfim, faz-se o que se pode. Não deixando de ser, para nós, motivo de estímulo quando alguém reconhece o nosso modesto contributo. Mais uma vez, o nosso Obrigado, com grande abraço,
n.

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