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quarta-feira, 25 de março de 2009

Peredo: segundo olhar

Agora que consegui "desviar os olhares" para Peredo dos Castelhanos, mostro outra característica da aldeia (não difere muito de outras do concelho): as casas são muito humildes, feitas de xisto. Nalgumas pedras encontramos sinais enigmáticos, marcas de gerações. Na porta lateral da igreja há uma mensagem escrita já bastante deteriorada. Alguém a decifrou? Porque está ali?

9 comentários:

Anónimo disse...

O Júlio não foi ao Peredo.

Na margem esquerda abre-se entre rochedos a foz do rio Côa, na qual uma pequena barca dá passagem aos que de Villa Nova se dirigem para Castello Me¬lhor, Almendra e Barca d'Alva. A. direita ficam as ladeiras de Urros, do Predo dos Castelhanos e da Assureira. Nenhuma d'estas povoações, nem as da Beira nem as de Traz-os-Montes — a não ser a da Barca d'Alva, que atraz deixamos — se avista do rio, nem suscitam a nossa curiosidade a ponto de nos obrigarem a interromper a nossa digressão.

In Douro Ilustrado de Visconde de Villa Maior
Porto 1836

Anónimo disse...

Repito: + mais fotos + aldeias + fragas+ sabor/douro.
Estas duas fotos vão originar muitos textos dos nossos historiadores,cronistas,jornalistas,leitores e dos nossos poetas.Há mais história nessas fotos do que num kilo do Matoso.

Júlia Ribeiro disse...

Que sinais tão estranhos! Será mesmo uma mensagem? Há/ Tem havido/ Houve tentativas para a decifrar? A quem será dirigida? Quem/O que invocará? Serão meros entalhes que alguém, por razão nenhuma, decidiu fazer?
Sempre me senti atraída por qualquer ponta de mistério e, pelos vistos, esses sinais continuam misteriosos...

Júlia

Anónimo disse...

Julgo que a pessoa indicada para nos ajudar a interpretar estes símbolos é o Nelson.
De qualquer modo acho isto uma maravilha ! Dá para ver até talvez o que lá não está !
A mim que sou um leigo nisto de simbolos parece-me ver na foto de cima uma cruz do Calvário com a base e,em baixo, que é muito mais complicado, vejo ao meio uma cruz recruzada , ladeada por dois sois ( o Espírito Santo ??) e mais dois símbolos que não sei o que serão e por baixo 696 ( 1696 ?).
De qualquer maneira é muito interessante.
Daniel

Anónimo disse...

Hola amigos.Sobre la imagen una curiosidad.Las gateras de las puertas aquí son redondas.Pregunto si los gatos trasmontanos son cuadrados.(Es broma).
Como dice Doña Júlia,que cantidad de historias se podrían contar,solo con los símbolos,pinturas,y marcas que pudieramos encontrar en una pared,árbol,puertas,etc.(Las de estas últimas en algunos servicios,W.C.)son para hacer una tesis doctoral.
Quizás dentro de doscientos años le suceda lo mismo a los que quieran interpretarlas.
Un abrazo.Angel

Wanda disse...

Olá.
Eu não consegui nem acertar o nome da flor da outra foto, que me dirá acertar essa porção de símbolos!rss
Eu acho que a cruz recruzada aparece nas duas fotos.O outro símbolo de um circulo com raios me parece um sol (minha neta desenha um porção deles).
Não tenho noção do que seja, pode ser um desenho inconsequente, um desenho religioso.Não deve ter sido feito há muito tempo(mais de um século), pois na madeira o sol ,a chuva, e a neve já teriam apagado.Não sei se estou enganada.
Se o escritor Paulo Coelho visse estes símbolos já estaria a escrever uma história mística sobre eles.(Não gosto das obras de Paulo Coelho)
Uma foto muito curiosa!
Aníbal estás com olhos de Sherlok?
Estou curiossima para que desvendem este mistério!
Abraços
Wanda
São Paulo, 25 de março de 2009

Anónimo disse...

"... parece-me ver na foto de cima uma cruz do Calvário com a base e,em baixo, que é muito mais complicado, vejo ao meio uma cruz recruzada , ladeada por dois sois ( o Espírito Santo ??) e mais dois símbolos que não sei o que serão e por baixo 696 ( 1696 ?)"

Caro Daniel,
a interpretação possível é mesmo essa. Em cima, Calvário sobre Gólgota, muito frequente em dintéis de portas, como cruzes de sagração, sobretudo no séc. XVII e XVIII, período Barroco, inserindo-se numa religiosidade popular que resulta do aprofundamento da missionação decorrente da Contra-Reforma, em confins tão longínquos como era o Peredo (há coisas similares na Açoreira e em outras freguesias do concelho de T.de Moncorvo);
Os signos da foto de baixo são também como diz, embora, mais do que recruzetada, aparente ser uma cruz pateada, parecendo ser recruzetada porque o gravador prolongou um pouco mais para baixo a haste vertical da cruz. A data está lá na íntegra, pois o 1 (que é um I) está do lado esquerdo da base da cruz; esta é ladeada de dois signos solares, muito semelhantes aos que ocorrem na Arte Rupestre de diferentes épocas e latitudes (tanto em África, como Ásia ou Américas), tanto em versão gravada como em pintura (p. ex. as pinturas de Pala Pinta, Alijó, datáveis da Idade do Cobre ou Idd do Bronze); serão arquétipos que atravessam os tempos e surgem até nas épocas históricas, e até associadas ao Cristianismo, como aqui se vê. Neste contexto, tanto pode ser um mero efeito decorativo, como ter uma função simbólica, eventualmente associada à Luz da Ressurreição ("Eu sou a Luz e o Caminho", terá dito Jesus de Nazaré - não sei os versículos); ora assim sendo, os outros objectos poderão ser, o da esquerda, um machadinho ou um martelo (se for machado, alude ao objecto de talhe da madeira da cruz; se for martelo, o mais lógico, alude ao objecto com que se pregou Cristo na cruz); o objecto ou objectos do lado direito já é de mais difícil interpretação; normalmente os objectos da Paixão, que aparecem a ladear a Cruz, nesta época, são a escada, os dados (com que se jogou à sorte a túnica de J.C.), a coroa de espinhos, o azorrague (flagelação), a lança com que se trespassou o lado, o cálice (Graal); ora isto não parece ser nada disso. É uma haste horizontal que funciona como eixo de algo que, se visto de cima, parece um carro de bois; e, para complicar um pouco mais, é atravessado a meio uma espécie de gancho. Confesso que não sei. É o elemento-mistério (como diz a Drª Júlia) e, em concordância com a Wanda, sobre o Paulo Coelho, eu ainda lhe acrescentaria o Dan Brown (para puxarem ao carro).
Há outra inscrição enigmática no Peredo, essa de carácter alfabético (ou algo analfabética), que é a que está sobre a porta do lado Sul da igreja.
Aproveito para lembrar aqui a memória do meu amigo Gil T. que me transcreveu a da igreja e com quem também registei estas. Também uma vez a Carla Tiago (no tempo em que queria ser arqueóloga, há uns bons anos) me enviou cópia destas, pedindo o meu "parecer", mas também não fui capaz de lhe dizer mais do que aqui fica escrito.

Quanto à observação do Angel, sobre "gatos quadrados", a menos que a porta desse para uma sacada (varanda) de madeira, não se vê que os bichanos entrassem ou saltassem daí para baixo, pois está num 1º andar... (será antes um respiro para melhor secar a amêndoa?) - como se vê, o Peredo é a terra dos Mistérios.... (a pedir visita demorada, para especulações mais demoradas ainda).
n.

Anónimo disse...

Olá!
Agora ficou mais esquisito!
A porta é do segundo andar?
Saindo por ela como se desce?
Havia uma escada lá antes?
Anibal você tem a foto na propriedade inteira?
Que mistério!!!!!!!
Abraço
Wanda

rogerio rodrigues disse...

Perece-me simples. Cortaram o balcão, quando alargaram as ruas.Muitos dos balcões do Peredo foram assim à vida. Penso que é a resposta mais lógica. Mas não sei se será a verdadeira. É minha convicção de que sim.

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