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sexta-feira, 6 de março de 2009

Detalhes em Ferro 3

Nem só o que é velho e ferrugento chama a atenção do fotógrafo (embora isso aconteça com muita frequência). Os Detalhes em Ferro da fotografia (ferro fundido e ferro forjado), foram captados em Peredo dos Castelhanos num portão muito, muito recente.

6 comentários:

Anónimo disse...

Ainda bem, Aníbal, ainda bem que estas artes do ferro ainda se continuam a cultivar. A foto é excelente e o aplique metálico ainda reluz (apesar de o p/B dar a impressão de obra antiga). Os ornatos do lado esquerdo parecem ser obra de ferro forjado, o q significa que os nossos serralheiros ainda não lhe perderam o jeito e as formas (se é que não compraram os elementos contracurvados assim já feitos); a aplicação do lado direito é uma peça de ferro fundido, que foi obviamente comprada em loja de ferragens, mas o que importa é que veio de uma fundição, espero que portuguesa, pois muitas delas estão em extinção. Destas, as mais antigas, como por exemplo a CIF de Gondomar, conservam ainda muitos moldes de aplicações herdados do século XIX. Ou seja, segundo um design com mais de 100 anos! Mesmo que tenham sido executados no séc. XX, inspiravam-se nos modelos anteriores, como parece ser o caso. Isso eram verdadeiros trabalhos de escultura, depois passados a moldes e contra-moldes, uma verdadeira Arte, antes de um outro artista, o fundidor, produzir o metal em fusão (a partir de lingotes provenientes de unidades siderúrgicas principais, a que se adicionam sucatas, além do combustível/carvão). Normalmente estas fundições secundárias (outrora apetrechadas com fornos de tipo Cubilot) não utilizam o minério, o qual é reduzido nos altos-fornos. Para que estas artes não se percam, acho que se devem continuar a enfeitar os portões e portas com estes belos motivos, até porque ficam mais resistentes e esteticamente mais agradáveis do que se fosse uma simples chapa lisa. A estética, a arte, sempre foi uma dimensão humana, desde o tempo das cavernas... (nem só de pão vive o Homem e, neste caso, isto até é tão barato...)
Aqui fica também o nosso elogio ao proprietário do portão pela sua opção. A diferença vê-se nas pequenas coisas.
N

Júlia Ribeiro disse...

O que eu aprendo com este blogueiro-mor, que apenas assina com um N , mas é Nelson para os amigos e sabe destas coisas como ... Se eu fosse o H.E.J. dizia.
Sempre digo : sabe destas coisas como gente grande.
Maldosos, estavam à espera de quê?

E já me esquecia de dizer: recente ou não, o portão é bonito.

Abraço
Júlia

Anónimo disse...

olhe que não, olhe que não, Drª Júlia!... Matematicamente "N" pode ser muitos e não esse q especificou, que não passa de um simples ignorante. Com referência ao Sócrates (o original), é mister reconhecermos que apenas sabemos que nada sabemos, face à massa incomensurável do que se desconhece, ou do que outras pessoas sabem, como é o seu caso, no que a Torre de Moncorvo diz respeito (provado pelos livros de contos que tem escrito, resgatados às memórias pessoais e de outras pessoas); e o que tenho aprendido com os/as "descritores/as de ruas" cá do burgo. Tentarei doravante evitar comentários longos para não parecer pedante e um pretenso sabe-tudo. Jamais foi essa a minha intenção, mas, reconheço, às vezes entusiasmo-me e ponho-me com minudências, como foi com este portão. Abraço,
n.

Júlia Ribeiro disse...

É justamente esse entusiasmo que dá vida ao que o Nelson diz e escreve.
Nunca exerça censura sobre si próprio.
Continue a ser como é. Tal qual e fale-nos , com entusiasmo, do que sabe , porque é de facto muito bom nisso mesmo.
É a minha opinião e sei que é a de muitas outras pessoas.

Até breve
Júlia

PS - Já tínhamos combinado deixar o dótor para lá, como diria a amiga Wanda.
E um abração também para si,
Wanda.

Anónimo disse...

Viva, de novo, Drª. Júlia, ou simplesmente, amiga Júlia Ribeiro,
Muito agradeço as suas palavras de incentivo e estímulo, mas, deixe-me, quanto a isso, citar um autor q seguramente não é do seu agrado (Alfredo Pimenta)- esquecendo a personagem q o diz, quanto a mim ele é certeiro no que diz (ou disse) quando um dia o mimaram com uma calorosa recepção (foi em Meixomil, Paços de Ferreira), escrevendo esta reflexão, tipo nota de viagem: "Afinal eu valho, não aquilo que os meus amigos na sua generosidade proclamam, mas sim, aquilo que os meus inimigos, no seu ódio rancoroso, procuram contestar-me!"... Parafraseando H. de Campos, "é-se odiado na razão directa em que se dá nas vistas". Por isso, sábio é o que sabe o que sabe (mesmo q saiba q não sabe nada), sabendo-o calar e não o expondo (em demasia) na praça pública. É que na ágora não estão só os amigos.... Por isso, tendo em atenção "os outros", é melhor q a caravana passe... silenciosamente.
abração,
n

Wanda disse...

Olá Júlia!(Deixando o Drª pra lá)..

Retribuo o abraço, e concordemos ou não, hoje é o Dia Internacional da Mulher, então ai vai mais um abraço afetuoso e de admiração pela mulher inteligente, sincera, afetuosa,participante,forte e consciente que reconheço somente pelas palavras escritas, mas que um dia se assim for permitido, conhecerei pessoalmente!
Muita felicidade na apresentação de seu livro em Moncorvo,tenho certeza de que viverás bons momentos e que terás muito sucesso!
ah! Depois me passa a receita do licor de canela, ok?
Um brinde!
Beijinho
Wanda

São Paulo, 8 de março de 2009

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